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Porto Velho
2 novembro 2026

Esquema do Banco Master chega no mundo da bola

A PGR (Procuradoria-Geral da República) aponta confusão patrimonial em um fundo ligado a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, utilizado para investir R$ 300 milhões no Atlético-MG, conforme informações da colunista Natália Portinari, do UOL.

Segundo o pedido de busca e apreensão que embasou a operação sobre o Master, o Astralo 95, usado para investir no clube, está entre os fundos que, de acordo com comunicação do Banco Central, teriam sido usados para desviar dinheiro da instituição financeira.

Defesa diz que Vorcaro colabora com investigações e cumprirá medidas judiciais | Finanças | Valor Econômico

Em conjunto com o Reag Growth 95, o Astralo 95 movimentou cerca de R$ 1,45 bilhão de recursos do Master entre abril e maio de 2024. Os principais beneficiários finais declarados do Astralo 95 são parentes de João Carlos Mansur, ex-dono da gestora Reag, liquidada por decisão do Banco Central.

A PGR afirma que há dúvidas sobre o verdadeiro controlador da cadeia de fundos, já que o Astralo 95 detinha 100% das cotas do Galo Forte FIP até novembro de 2024 e, a partir de dezembro, 80% das cotas passaram a ser de Daniel Vorcaro e 20% permaneceram com o Astralo 95.

Essas informações “estão em contradição com o conhecimento público que, desde o final de 2023, indicava Daniel Vorcaro como o proprietário do Galo Forte FIP”, afirma a Procuradoria. A Galo Forte foi usada por Vorcaro para adquirir um quarto da Galo Holding, controladora da SAF do Atlético-MG.

Confusão patrimonial e movimentações bilionárias

De acordo com a investigação, o fundo que comprou a participação no clube teria sido usado para desviar recursos do banco, sem detalhar a origem exata dos R$ 300 milhões investidos.

A confusão patrimonial citada pela PGR indica que não está claro se o aporte no Galo Forte partiu de recursos de Vorcaro, do Master ou de outros investidores, já que as transações entre os fundos se cruzam.

No total, a apuração do MPF (Ministério Público Federal) em São Paulo identificou movimentações de R$ 5,7 bilhões para fundos que podem ter recebido valores desviados do Master, tendo como destinatários finais empresas em nomes de laranjas.

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