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Porto Velho
17 agosto 2026

Léo Simão denuncia ataques contra candidatas do PT

A candidata a deputada estadual pelo PT em Rondônia, professora Léo Simão, manifestou repúdio aos ataques de cunho machista e misógino direcionados a companheiras do partido que disputam as eleições no Estado. Para a candidata, os episódios ultrapassam os limites da crítica política e podem configurar violência política de gênero.

Léo Simão afirmou que as mulheres que participam do processo eleitoral têm o direito de disputar seus mandatos, apresentar propostas e defender suas posições sem serem submetidas a ataques pessoais, preconceituosos ou destinados a desqualificar suas trajetórias.

“Não se trata de impedir críticas ou divergências. A crítica faz parte da democracia. O que não podemos aceitar é a utilização de ataques pessoais, preconceito, misoginia e desinformação como instrumentos para tentar destruir reputações e enfraquecer candidaturas legítimas”, afirmou.

Segundo a candidata, quando mulheres são humilhadas, desqualificadas ou têm suas vidas pessoais utilizadas para tentar prejudicar sua participação política, a situação deixa de ser apenas uma divergência eleitoral.

“Além de machistas e misóginos, consideramos que esses ataques configuram uma forma de violência política de gênero, porque têm como alvo mulheres que exercem legitimamente seu direito de disputar eleições e ocupar espaços de poder”, declarou.

Candidaturas legítimas

A professora defendeu as companheiras do PT e destacou que todas possuem legitimidade para participar da disputa eleitoral.

Para ela, eventuais divergências sobre decisões partidárias, alianças ou candidaturas devem ser tratadas pelas instâncias responsáveis, sem transformar decisões políticas em ataques pessoais.

“Não cabe a páginas ou comentaristas transformar decisões partidárias em julgamentos pessoais ou utilizar informações ainda não esclarecidas para promover ataques contra candidaturas”, afirmou.

Medidas jurídicas

Léo Simão informou que as mulheres atingidas pelos ataques estão acionando suas assessorias jurídicas para analisar o conteúdo divulgado e adotar as medidas legais cabíveis.

A candidata também defendeu que o debate eleitoral permaneça concentrado em propostas e projetos para Rondônia.

“As diferenças políticas devem ser enfrentadas no campo das ideias, do debate democrático e do voto — jamais por meio da tentativa de destruir a reputação de mulheres que decidiram ocupar espaços de representação”, disse.

“Não vamos nos calar. Não aceitaremos que a violência política de gênero seja naturalizada como se fosse apenas opinião ou crítica. Nossa resposta será dada nas urnas, nos espaços democráticos e, quando necessário, também na Justiça”, concluiu.

Nota de Repudio

Eu, Léo Simão, candidata a deputada estadual pelo Partido dos Trabalhadores (PT) em Rondônia, manifesto meu mais veemente repúdio aos ataques dirigidos às companheiras do PT por meio de uma página na internet.

Os conteúdos divulgados, além de ultrapassarem os limites do legítimo debate político, apresentam, em nossa avaliação, caráter machista, misógino, calunioso, injurioso e difamatório, atingindo a honra, a trajetória e a atuação política de mulheres que exercem legitimamente o direito de disputar as eleições e ocupar espaços de representação.

Mais do que ataques pessoais, entendemos que estamos diante de violência política de gênero, uma prática que busca intimidar, desqualificar e afastar mulheres da participação política.

Não se trata de impedir críticas ou divergências. A crítica faz parte da democracia. O que não pode ser naturalizado é a utilização de ataques pessoais, preconceito, misoginia e desinformação como instrumentos para tentar destruir reputações e enfraquecer candidaturas legítimas.

As companheiras do PT são candidatas legítimas, escolhidas dentro das regras partidárias e eleitorais, e têm o mesmo direito de qualquer outro candidato de apresentar propostas, defender suas convicções e pedir o voto da população.

Como candidata e companheira de partido, manifesto minha solidariedade às mulheres que foram alvo desses ataques e reafirmo que não podemos aceitar que a participação feminina na política seja tratada dessa maneira.

Também considero preocupante que determinados conteúdos apresentem, ainda que de forma velada, interesses políticos ou tentativas de favorecer determinadas candidaturas em detrimento de outras. O processo eleitoral deve ser disputado no campo das ideias, das propostas e do voto popular.

Medidas jurídicas

As companheiras atingidas já estão acionando a assessoria jurídica para analisar os conteúdos divulgados e adotar as medidas cabíveis para preservar suas honras, imagens e direitos.

Não vamos aceitar que a violência política de gênero seja tratada simplesmente como “opinião” ou “crítica”. Liberdade de expressão não pode ser utilizada como justificativa para ataques que ultrapassem os limites legais e democráticos.

Sobre as decisões partidárias

Quanto às decisões internas dos partidos e às alianças eleitorais, cabe às direções e lideranças partidárias prestar os esclarecimentos necessários à sociedade.

Não cabe a páginas ou comentaristas transformar decisões partidárias em julgamentos pessoais ou utilizar informações ainda não esclarecidas para promover ataques contra candidaturas.

Devemos respeitar os espaços institucionais para que cada questão seja devidamente esclarecida, sem pré-julgamentos, manipulações ou utilização política de informações.

Nossa resposta será dada nas urnas, nas ruas, no debate democrático e, quando necessário, também na Justiça.

Não nos intimidaremos.

Seguiremos defendendo o povo de Rondônia, os trabalhadores, as mulheres, a população negra e todos aqueles que mais precisam de políticas públicas. Seguiremos defendendo a democracia e o projeto político no qual acreditamos, inclusive o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Mulheres não podem ser silenciadas por ataques machistas, misóginos ou por interesses políticos e econômicos.

Respeito, democracia e verdade não são negociáveis.

Léo Simão

Fonte: Assessoria

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