Em greve desde o dia 6 de agosto, os profissionais da educação de Rondônia intensificaram a mobilização nesta terça-feira (19). Após protestarem no Centro Político Administrativo (CPA), em Porto Velho, os trabalhadores ocuparam as galerias da Assembleia Legislativa, durante a sessão ordinária da Casa, para cobrar apoio dos deputados estaduais.
Liderados pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Rondônia (Sintero), os servidores reforçaram que a paralisação segue sem qualquer avanço, já que a Secretaria de Estado da Educação (Seduc) e o governo Marcos Rocha não apresentaram propostas que atendam às reivindicações da categoria.
No dia 18 de agosto, a Seduc apresentou uma contraproposta, que foi rejeitada em assembleias. Segundo o Sintero, o documento não trouxe progressos reais, apenas a previsão de uma progressão salarial de 2% para 2026, medida considerada insuficiente diante das demandas históricas da educação.
Entre os principais pontos da pauta de reivindicações estão:
-
Aumento da gratificação por titulação (pós-graduação, mestrado e doutorado);
-
Ampliação do auxílio-transporte para servidores com até cinco salários mínimos;
-
Reajuste do auxílio-alimentação, congelado há quase dez anos;
-
Realização de concurso público unificado para suprir a carência de profissionais;
-
Equiparação salarial entre técnicos dos níveis I e II.
Com as aulas paralisadas em todo o estado e sem indicativo de negociação, os professores buscam que a Assembleia Legislativa interceda junto ao governo para a abertura de um canal de diálogo que possibilite a construção de um acordo.






