Mídia Rondônia – A Polícia Federal (PF) está investigando o atual prefeito de Rolim de Moura (RO), Aldair Júlio Pereira, conhecido politicamente como Aldo Júlio (União Brasil), por suspeita de ter apresentado um diploma falso de conclusão do ensino médio à Justiça Eleitoral. O documento foi utilizado durante o processo de registro de candidatura à reeleição nas eleições de 2024.
A investigação, que corre sob sigilo, foi motivada por uma denúncia apresentada pela cúpula do Partido Liberal (PL), adversário político do prefeito, durante o período eleitoral. O diploma em questão teria sido supostamente emitido pelo Centro Estadual de Educação de Jovens e Adultos (CEEJA) Aída Fibiger de Oliveira, localizado em Cacoal (RO).
No entanto, conforme o inquérito policial, a instituição nega que o prefeito tenha estudado ou realizado exames na unidade. A então diretora do CEEJA, em declaração oficial, informou que a assinatura atribuída a ela no diploma é falsa e não corresponde à sua grafia verdadeira.
Outros elementos que levantaram suspeitas sobre a autenticidade do documento incluem:
- Contradição no método de conclusão: Na frente do diploma consta que Aldair concluiu o ensino médio por exames de suplência, enquanto no verso é informado que a conclusão foi por telecurso;
- Registro inexistente: O número do livro de registro citado no certificado não consta nos arquivos do CEEJA;
- Assinatura digital: A perícia preliminar feita pela Polícia Civil de Cacoal aponta que a assinatura da diretora foi impressa digitalmente, não manuscrita, o que reforça a possibilidade de falsificação do documento.
A partir desses indícios, a Polícia Federal abriu o inquérito para investigar não apenas a possível falsificação do diploma, mas também a ligação do documento com uma organização criminosa especializada na produção e comercialização de certificados falsos no estado de Rondônia.
Até o momento, o prefeito Aldair Júlio não se manifestou publicamente sobre as acusações. Se confirmada a falsificação, ele poderá responder por uso de documento falso e falsidade ideológica, o que pode resultar em inelegibilidade, cassação de mandato e até prisão, dependendo da conclusão do processo.
A PF segue com as investigações para identificar todos os envolvidos na possível fraude e esclarecer a origem do diploma apresentado.
Com informações da Rede Amazônica