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2 fevereiro 2026

Fumaça castiga Vilhena; invasores usam fogo para grilar terras

Mídia Rondônia – Desde o início da noite desta sexta-feira (20), a cidade de Vilhena está sob uma densa camada de fumaça, causando mal-estar e problemas respiratórios na população devido à alta poluição do ar. A situação, que já vinha preocupando moradores com o avanço das queimadas na região, se agravou com os ventos que trouxeram grandes quantidades de fumaça, exacerbando as condições de saúde pública.

Investigações da Polícia Federal, em conjunto com órgãos ambientais, revelaram que um grupo criminoso está por trás de incêndios ilegais em áreas protegidas, tanto no Pantanal quanto em Rondônia. O grupo, formado por invasores de terras, utiliza o fogo como ferramenta para a grilagem de terras, abrindo áreas para a criação de gado. A situação mais recente ocorreu em Corumbá, no Mato Grosso do Sul, onde invasores incendiaram áreas da União no Pantanal. Em Rondônia, a prática tem seguido o mesmo padrão, com graves consequências ambientais e sociais.

Um fato alarmante relatado nas investigações é que, durante uma tentativa de controle das queimadas, brigadistas foram recebidos à bala por criminosos que se sentem seguros para depredar o meio ambiente. A Força Nacional de Segurança foi convocada com urgência para proteger as equipes de combate ao fogo e garantir a segurança dos brigadistas na região.

A gravidade dos incêndios e da invasão de terras levou o Ministério Público Federal (MPF) a acionar a Justiça Federal, que determinou a liberação imediata de recursos para a contratação de 450 brigadistas temporários. Eles atuarão junto à Superintendência do Ibama em Rondônia no combate aos incêndios. As brigadas serão equipadas com EPIs, viaturas e instrumentos de combate ao fogo, na tentativa de conter o avanço das chamas que já devastaram grandes áreas no estado.

O MPF também solicitou que a União seja condenada a pagar R$ 50 milhões em compensação pelos danos morais coletivos causados à população e ao meio ambiente. Esses recursos deverão ser destinados ao reflorestamento de áreas públicas atingidas pelos incêndios e à retomada de terras públicas ocupadas ilegalmente. A decisão judicial sobre essa compensação ainda está pendente.

A fumaça intensa em Rondônia trata-se de uma crise ambiental de proporções alarmantes. A falta de ação eficaz por parte das autoridades estaduais foi mencionada na decisão judicial, com críticas ao governo de Rondônia por sua postura passiva diante das queimadas. O atual secretário do meio ambiente, Marco Antônio Lagos, foi citado por declarações em vídeo criticando a criação de Unidades de Conservação (UCs) pelo governo anterior, sugerindo que o atual governo é alinhado aos interesses do agronegócio e busca reduzir a proteção ambiental no estado.

A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, também denunciou a hostilidade enfrentada pelos brigadistas que atuam em áreas indígenas, como a do Povo Suruí, evidenciando o nível de insegurança que assola quem tenta combater o desmatamento e as queimadas em Rondônia.

Com a fumaça sufocante e as queimadas se espalhando, Vilhena, assim como outras cidades da região, enfrenta uma crise ambiental que afeta diretamente a saúde pública e a qualidade de vida. A resposta urgente e coordenada das autoridades federais, como a Força Nacional e o Ibama, é fundamental  para controlar a devastação e proteger tanto a população quanto o meio ambiente.

Mídia Rondônia

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