Uma investigação da Polícia Federal revelou um esquema milionário de fraude em concursos públicos, com venda de vagas e manipulação de provas em diversas seleções pelo país. O caso foi divulgado com exclusividade pelo Fantástico neste domingo (22).
Um dos principais nomes apontados é Waldir Luiz de Araújo Gomes, conhecido como “Mister M”, que teria atuado dentro da Fundação Cesgranrio. Segundo as investigações, ele ensinava como violar os envelopes das provas sem deixar vestígios e repassava informações sigilosas antes da aplicação dos exames.
A quadrilha utilizava métodos sofisticados, como pontos eletrônicos, envio de fotos das provas e até contratação de pessoas para fazer exames no lugar dos candidatos. De acordo com a PF, os valores cobrados variavam conforme o cargo, podendo chegar a R$ 500 mil para funções de alto nível, como auditor fiscal.
O esquema começou a ser desvendado após uma denúncia anônima que levou os investigadores até um ex-policial militar na Paraíba. A partir daí, áudios e mensagens interceptadas revelaram negociações, pagamento de propinas e acesso antecipado a gabaritos e temas de redação.
As investigações também apontam que a organização atuava em concursos de tribunais, bancos federais e universidades. O suposto chefe do grupo seria Thyago José de Andrade, responsável por recrutar servidores e articular as fraudes.
Na última semana, a Polícia Federal cumpriu mandados de prisão e busca em vários estados. Entre os alvos estão servidores públicos, professores e até autoridades, suspeitos de participação no esquema.
Os investigados podem responder por crimes como fraude em concurso público, organização criminosa e corrupção. Algumas defesas negam as acusações, enquanto outras afirmam que ainda não há denúncia formal.
A instituição responsável pelo concurso afirmou que também foi vítima das irregularidades. Com informações do programa Fantástico.






