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1 maio 2026

Ataques a Marina Silva, inclusive de senador de Rondônia, expõem novo episódio de machismo contra mulheres

A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, foi alvo de ataques por parlamentares durante uma audiência no Senado Federal, nessa terça-feira (27/5). A titular da pasta abandonou a sessão após um bate-boca com o senador Marcos Rogério (PL-RO), no qual ele disse para ela “se colocar no seu lugar”. O episódio soma-se a uma série de situações classificadas como machistas, que, na maioria das vezes, terminam sem punição, que são enfrentadas por ministras mulheres.

Entenda o que aconteceu

  • Marina Silva participou de uma audiência na Comissão de Infraestrutura no Senado Federal para debater a criação de unidades de conservação na Região Norte. Durante a sessão, a ministra teve episódios seguidos de desentendimentos com senadores.
  • Omar Aziz questionou o trabalho realizado por Marina em relação a obra de pavimentação da BR-319, acusou a ministra de “atrapalhar” o desenvolvimento do país e questionou os dados ambientais apresentados pelo Ministério do Meio Ambiente.
  • Já Marcos Rogério (PL-RO), presidente do colegiado, cortou o áudio do microfone da ministra mais de uma vez. Ao ser confrontado por Marina, o senador disse: “Me respeite, ministra, se ponha no teu lugar”.
  • Senador Plínio Valério (PSDB-AM) disse que “a mulher merece respeito, a ministra não”. Marina então exigiu um pedido de desculpas, que não foi atendido e a ministra decidiu se retirar do local.

Depois do caso, parlamentares, ministros e, principalmente, ministras do governo saíram em defesa de Marina e cobraram a responsabilização dos envolvidos nos ataques.

Essa não é a primeira vez que a titular do Meio Ambiente é alvo de ofensas por parte de congressistas. Há cerca de dois meses, o senador Plínio Valério falou em “enforcar” a ministra, durante um evento da Fecomércio no Amazonas. “A Marina esteve na CPI das ONGs por seis horas e dez minutos. Imagine o que é tolerar a Marina seis horas e dez minutos sem enforcá-la”, disse.

Na época, um grupo de nove deputados denunciou o parlamentar ao Conselho de Ética do Senado pela declaração, que também foi repudiada pelo presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre. No entanto, até o momento, não houve punição. A última reunião do colegiado ocorreu em 9 de julho do ano passado.

Fonte: Metrópoles

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