A nova pesquisa BTG/Nexus mostra que Lula lidera a disputa contra Flávio Bolsonaro entre católicos e eleitores sem religião, enquanto o senador do PL concentra sua vantagem no eleitorado evangélico. O recorte ajuda a explicar a geografia religiosa da polarização na corrida presidencial de 2026.
No primeiro turno estimulado, Lula aparece com 48% entre católicos, contra 29% de Flávio Bolsonaro. Entre eleitores sem religião, a vantagem é de 52% a 26%. O quadro se inverte entre evangélicos: Flávio tem 48%, contra 25% de Lula.
O mesmo padrão aparece em um eventual segundo turno entre os dois. Entre católicos, Lula venceria por 53% a 38%. Entre eleitores sem religião, o presidente teria 58%, contra 33% do senador. Já entre evangélicos, Flávio aparece com 60%, contra 32% de Lula.
O dado de potencial de voto reforça a diferença entre os grupos. Entre católicos, 55% dizem que votariam ou poderiam votar em Lula, enquanto 41% afirmam o mesmo sobre Flávio Bolsonaro. Entre eleitores sem religião, o potencial de Lula chega a 60%, contra 34% do senador.

A rejeição também aponta fragilidades distintas. Flávio Bolsonaro é rejeitado por 56% dos católicos e por 62% dos eleitores sem religião. Lula, por sua vez, tem rejeição mais alta entre evangélicos: 65% dizem que não votariam no petista de jeito nenhum. No mesmo grupo, a rejeição a Flávio é de 35%.
A segmentação ideológica da Nexus mostra que os evangélicos são o grupo religioso mais alinhado ao bolsonarismo: 35% aparecem como “bolsonaristas convictos”, contra 13% de “lulistas convictos”. Entre católicos, há equilíbrio maior, com 27% de lulistas convictos e 24% de bolsonaristas convictos.
O levantamento mostra que a vantagem de Flávio entre evangélicos não compensa, até aqui, o desempenho de Lula nos demais segmentos religiosos. No quadro geral de segundo turno, Lula aparece numericamente à frente de Flávio Bolsonaro por 47% a 44%, dentro da margem de erro.
A pesquisa foi realizada por telefone entre 26 e 28 de junho, com 2.009 eleitores. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no TSE sob o código BR-08521/2026.




