O governador de Rondônia, Marcos Rocha (União Brasil), assumiu nesta quinta-feira (28) a presidência da federação formada pelos partidos União Progressistas e União Brasil no estado. O anúncio foi feito pelo presidente nacional do União Brasil, Antônio Rueda, em Brasília, após uma série de negociações conduzidas de forma reservada.
Entre as primeiras movimentações sob o novo comando, Rocha deve lançar o coronel Régis Wellington Braguin Silvério como pré-candidato ao governo em 2026. O oficial da Polícia Militar já havia sinalizado interesse em disputar o cargo em entrevistas recentes. Até então, o nome mais cotado dentro da base governista era o do vice-governador Sérgio Gonçalves, que contava com apoio político da federação e vinha se articulando para a sucessão estadual. A entrada de Braguin, entretanto, muda o cenário político e abre uma disputa interna.
Considerado um dos principais nomes da segurança pública de Rondônia, o coronel Braguin ganhou notoriedade pelo enfrentamento direto às facções criminosas. Sob seu comando, operações resultaram em ocupações de áreas dominadas por grupos armados, confrontos letais contra integrantes do crime organizado e pedidos de reforço nacional para apoiar a tropa em missões de alto risco.
Em declarações públicas, ele costuma enfatizar que “90% dos homicídios em Rondônia decorrem do fomento do crime organizado” e defende o enfrentamento como resposta. “Segurança pública se conquista com ação. A Polícia Militar combate, avança, faz operação e vai para o enfrentamento, dentro da lei”, afirma.
O eventual apoio de Marcos Rocha ao nome de Braguin deve provocar debates dentro da base governista. Enquanto Sérgio Gonçalves mantém articulações políticas com aliados tradicionais, a possível candidatura do coronel fortalece o discurso de combate à violência e pode mobilizar parte significativa do eleitorado que cobra medidas mais duras contra o crime no estado.
A definição sobre quem representará o grupo governista em 2026 promete ser um dos pontos centrais da disputa política em Rondônia nos próximos meses. (Folha dos Municipios)






