24.8 C
Porto Velho
19 junho 2026

Jornalistas são agredidos com socos e chutes em cobertura de invasão

Repórteres e fotógrafos foram agredidos neste domingo, 8, durante a cobertura dos atos golpistas que depredaram o Palácio do Planalto, o Congresso e o Supremo Tribunal Federal (STF). Ao menos oito jornalistas sofreram ameaças, tiveram equipamentos quebrados, receberam socos, chutes e empurrões. Houve até cárcere privado.

 

Um profissional do jornal O Tempo, que pediu para não ter o nome divulgado, fez um relato das agressões. No Senado, ele foi “preso” por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por cerca de 30 minutos, teve o celular e a mochila tomados, recebeu chutes, levou tapa na cara e foi ameaçado com armas.

 

“Roubaram meu crachá, quebraram ele. Pegaram minha carteira, pegaram os documentos. Roubaram meu dinheiro, R$ 20. Era só o que eu tinha. Pegaram meu celular. Repetiam a todo momento que eu era ‘petista infiltrado’. Eu respondia que não era, que estava ali a trabalho. Foi então que colocaram uma arma na minha cabeça, dizendo que eu ia morrer. Outro apareceu com outra arma, colocada nas minhas costas. E não paravam de me dar tapa na cara, xingar”, disse o repórter.

 

Além do jornalista de O Tempo, foram agredidos repórteres da Band e do Washington Post e fotógrafos da Folha de S.Paulo, AFP, Reuters, Poder360 e Metrópoles.

 

A repórter Marina Dias, que fazia a cobertura para o jornal norte-americano Washington Post, também foi atacada por vândalos, que a perseguiram até a garagem do Ministério da Defesa. “Fui cercada, chutada, empurrada, xingada. Quebraram meus óculos, puxaram meu cabelo, tentaram pegar meu celular. É preciso punir essas pessoas. Isso é crime”, escreveu Marina no Twitter.

 

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal e a Federação Nacional de Jornalistas manifestaram seu “mais profundo repúdio aos atos golpistas e terroristas ocorridos neste domingo na Esplanada dos Ministérios e à violência contra profissionais da imprensa, impedidos de realizar seu trabalho com segurança”.

 

A nota diz, ainda, que “todos os acontecimentos em curso são resultado da inoperância do governo do Distrito Federal, de setores da segurança pública e Forças Armadas, que permitiram a escalada da violência e se mostraram coniventes com os grupos bolsonaristas, golpistas, que não respeitam o resultado das eleições, a Constituição e a democracia”.

VÍDEOS: Estudante de Cacoal representará Rondônia em seletiva nacional de atletismo

Luan Vitor Scharff Barbosa, de 16 anos, será o...

Cobra cascavel é encontrada perto de casas e assusta moradores de bairro em Rondônia

Uma cobra cascavel de mais de um metro de...

Bandido leva 30 segundos para matar ciclista à luz do dia e diz que crime foi a ‘mando do diabo’

Imagens feitas por câmeras de segurança ajudaram a Polícia...

Empregos com carteira assinada crescem 106% em Ariquemes no 1º trimestre

Ariquemes registrou um crescimento de 106% nas contratações com...

Mulher é baleada dentro de carro e diz não saber de onde saiu o tiro

Uma mulher de 31 anos, Eliane P.S., 31 anos,...

Polícia alerta para compras de veículos online em RO

O número de vítimas de golpes aplicados durante negociações...

Bet é obrigada a ressarcir R$ 180 mil a PM viciado no Tigrinho

A 3ª Turma Cível do Tribunal de Justiça do...

Vilhena registra 201 abordagens da PM em 18 dias

Mídia Rondônia - A Polícia Militar vem intensificando as...

Influenciadores mirins estão na mira do Ministério Público

O MPT (Ministério Público do Trabalho) publicou nota técnica defendendo a...

Brasil encara o Haiti em busca da primeira vitória

A sexta-feira (19/6) promete ser de muita expectativa para...

Brasil lança caneta emagrecedora que custa R$ 295

A Eurofarma anunciou nova redução de preços do Poviztra,...

Jornalista é homenageado pela Fenacom em Rondônia

Mídia Rondônia - O jornalista, professor e acadêmico de...

Sexta-feira de calor e poucas nuvens em Rondônia 

Mídia Rondônia - Os moradores de Rondônia devem enfrentar...