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6 fevereiro 2026

Tribo indígena no Amazonas recebe Starlink, se vicia em pornô e deixa de caçar

A chegada da internet à tribo indígena dos marubos, no Vale do Javari, Amazonas, trouxe desafios inesperados. Com a instalação do serviço Starlink, da empresa de Elon Musk, em 2022, os marubos ganharam acesso à rede mundial, mas isso resultou em um vício em pornografia e redes sociais, afetando suas atividades tradicionais.

Os marubos, com aproximadamente dois mil membros, vivem da caça, pesca e agricultura. A vida na região remota do rio Ituí havia mantido suas tradições intactas por centenas de anos, com comunicação limitada e acesso precário à internet. A introdução do sinal de internet pela Starlink mudou drasticamente essa realidade.

Desde abril deste ano, a tribo começou a utilizar a internet para emergências e comunicação com amigos e familiares. No entanto, o fácil acesso a conteúdos pornográficos gerou comportamentos sexuais preocupantes entre os jovens. Alfredo Marubo revelou ao New York Times que essa exposição causou problemas graves.

Enoque Marubo, uma das lideranças, destacou a mudança negativa na rotina da tribo: “Mudou tanto a rotina que foi prejudicial. Na aldeia, se você não caça, pesca e planta, você não come.” TamaSay Marubo, outra liderança, afirmou que a internet afetou principalmente os jovens: “Os jovens ficaram preguiçosos. Estão aprendendo os costumes dos brancos.”

Além do vício em pornografia, os marubos relatam que muitos membros agora passam a maior parte do dia nas redes sociais, especialmente no Instagram.

Apesar dos desafios, os marubos não querem perder o acesso à internet. “Acho que a internet nos trará muito mais benefícios do que danos”, disse Enoque. TamaSay completou: “Por favor, não tire nossa internet.”

Com informações de ND+

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