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17 março 2026

Prefeito é investigado por uso de diploma falso do ensino médio em Rondônia 

Mídia Rondônia – A Polícia Federal (PF) está investigando o atual prefeito de Rolim de Moura (RO), Aldair Júlio Pereira, conhecido politicamente como Aldo Júlio (União Brasil), por suspeita de ter apresentado um diploma falso de conclusão do ensino médio à Justiça Eleitoral. O documento foi utilizado durante o processo de registro de candidatura à reeleição nas eleições de 2024.

A investigação, que corre sob sigilo, foi motivada por uma denúncia apresentada pela cúpula do Partido Liberal (PL), adversário político do prefeito, durante o período eleitoral. O diploma em questão teria sido supostamente emitido pelo Centro Estadual de Educação de Jovens e Adultos (CEEJA) Aída Fibiger de Oliveira, localizado em Cacoal (RO).

No entanto, conforme o inquérito policial, a instituição nega que o prefeito tenha estudado ou realizado exames na unidade. A então diretora do CEEJA, em declaração oficial, informou que a assinatura atribuída a ela no diploma é falsa e não corresponde à sua grafia verdadeira.

Outros elementos que levantaram suspeitas sobre a autenticidade do documento incluem:

  • Contradição no método de conclusão: Na frente do diploma consta que Aldair concluiu o ensino médio por exames de suplência, enquanto no verso é informado que a conclusão foi por telecurso;
  • Registro inexistente: O número do livro de registro citado no certificado não consta nos arquivos do CEEJA;
  • Assinatura digital: A perícia preliminar feita pela Polícia Civil de Cacoal aponta que a assinatura da diretora foi impressa digitalmente, não manuscrita, o que reforça a possibilidade de falsificação do documento.

A partir desses indícios, a Polícia Federal abriu o inquérito para investigar não apenas a possível falsificação do diploma, mas também a ligação do documento com uma organização criminosa especializada na produção e comercialização de certificados falsos no estado de Rondônia.

Até o momento, o prefeito Aldair Júlio não se manifestou publicamente sobre as acusações. Se confirmada a falsificação, ele poderá responder por uso de documento falso e falsidade ideológica, o que pode resultar em inelegibilidade, cassação de mandato e até prisão, dependendo da conclusão do processo.

A PF segue com as investigações para identificar todos os envolvidos na possível fraude e esclarecer a origem do diploma apresentado.

Assinaturas de Maria Helena Felix de Souza — Foto: Reprodução/Inquérito policial

Com informações da Rede Amazônica

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