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Porto Velho
28 junho 2026

Agiotagem em Rondônia: polícia mira organização criminosa

O Ministério Público de Rondônia (MPRO), com apoio das Polícias Civil e Militar deflagrou, nesta quarta-feira (16), a Operação Soldados da Usura II, nas cidades de Porto Velho e Buritis, para cumprir 7 mandados de prisão preventiva, 13 de busca e apreensão, além de diversas medidas assecuratórias patrimoniais (indisponibilidade de valores, imóveis, veículos, dentre outros), que totalizam R$ 2.738.445,25, deferidas pela 1ª Vara de Garantias da Comarca de Porto Velho.

Trata-se de uma nova etapa da Operação Soldados da Usura , inicialmente deflagrada no dia 7 de fevereiro deste ano, visando desmantelar uma organização criminosa constituída visando obter vantagens financeiras a partir da realização de empréstimos ilegais (usura) e que praticou, no mesmo contexto, crimes como extorsão, lavagem de dinheiro, estelionato e falsidade ideológica.

A Orcrim constituída tinha a função de captar “clientes”, fazer empréstimos com juros ilegais, fazer as cobranças com o uso de violência e grave ameaça (inclusive com uso de armas de fogo), seguidos de atos de expropriação patrimonial, já que, em relação a diversas vítimas, os investigados se apossaram de valores e bens que lhes pertenciam, acumulando e movimentando expressivas cifras em dinheiro e bens móveis e imóveis.

O foco dessa 2ª fase da Operação Soldados da Usura é a denominada “equipe de cobrança” da organização criminosa, responsável pelos atos mais agressivos do grupo, praticados mediante violência e grave ameaça, sobretudo nas extorsões.

Também se identificou que essa equipe de cobrança continuou atuando a mando e em benefício da liderança e outros integrantes da organização, mesmo após a prisão destes por ocasião da Operação Soldados da Usura, dando continuidade, especialmente, aos crimes de usura e extorsão.

Na operação foi empregado um efetivo total aproximado de 90 (noventa) pessoas, entre policiais militares, equipe da Corregedoria da PMRO, policiais civis, promotores de Justiça e servidores do Gaeco.

O nome atribuído à operação é referência ao modus operandi adotado pelos investigados, que empregavam força, ameaças com armas de fogo e violência física, comportando-se como uma legião de saqueadores, explorando e expropriando as vítimas para obter e acumular riqueza às custas do patrimônio alheio.

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