Uma tragédia ocorrida na noite deste domingo (27) na zona rural de Porto Velho, quando um incêndio de grandes proporções atingiu uma estrutura cenográfica durante a gravação de uma cena para o filme “Bom Futuro”, no sítio Nossa Senhora da Conceição, localizado no km 14 do ramal Jatuarana, margem esquerda do rio Madeira. A ocorrência foi registrada por volta das 21h30 e resultou na morte de um homem de 39 anos e deixou três pessoas feridas.
De acordo com informações da Polícia Militar, a equipe foi acionada para atender a um suposto incêndio em uma residência. No local, os responsáveis se identificaram como diretores da produção cinematográfica, realizada pelas produtoras Conexão Norte e Cena Viva Filmes.
Segundo o relato dos envolvidos, a cena envolvia a queima controlada de uma casa cenográfica, com autorizações prévias e apoio técnico contratado. A empresa PVH Consultoria foi responsável pela condução da operação, e o engenheiro Remi Francisco Oliveira de Brito, de 39 anos, atuava como responsável técnico. Também participaram da cena o produtor João F. L., o engenheiro Wagner B. e o bombeiro civil Janaildo C. L..
Durante os preparativos, cerca de 20 litros de gasolina foram despejados no interior da residência. No momento da ignição, uma explosão repentina ocorreu, seguida de um incêndio fora de controle. As chamas se espalharam rapidamente, dificultando a fuga dos profissionais que estavam dentro da estrutura.
João, Wagner e Janaildo conseguiram escapar com vida, mas sofreram queimaduras de diferentes graus. Já Remi Brito não conseguiu sair a tempo e morreu carbonizado. Seu corpo foi localizado e removido pelo Instituto Médico Legal (IML) após a realização da perícia.
As vítimas feridas foram atendidas no local e, posteriormente, encaminhadas ao Hospital João Paulo II, em Porto Velho.
A produção contou com o apoio de bombeiros civis, caminhão-pipa e ambulância, e cerca de 40 profissionais participavam da gravação. Apesar das medidas de segurança relatadas, a fatalidade levanta questionamentos sobre os procedimentos adotados.
O caso é investigado e, até o momento, é tratado como incêndio culposo com resultado morte, ou seja, sem indícios de dolo (intenção criminosa). A Polícia Civil deve ouvir os responsáveis nas próximas horas para esclarecer as circunstâncias do acidente.






