Vídeos que circulam nas redes sociais nesta terça-feira (19) mostram o momento de confronto entre a Polícia Militar e trabalhadores da educação em greve no Centro Político Administrativo (CPA), em Porto Velho. As imagens registram empurrões, gritos e tumulto durante a manifestação, que pedia diálogo direto com o governador Marcos Rocha.
Os servidores da educação, que estão em greve desde 6 de agosto, acusam o governo e a Secretaria de Estado da Educação (Seduc) de ignorarem a pauta de reivindicações. A mobilização desta manhã buscava pressionar o Executivo estadual a abrir negociações, mas os manifestantes foram impedidos de avançar dentro do prédio do CPA, o que resultou no conflito com os policiais que faziam a segurança.
Durante o tumulto, a presidente do Sintero, Dioneida Castoldi, criticou a postura do governo e classificou o episódio como reflexo da falta de diálogo.
— “Governo que não negocia com a categoria. Truculento. Que empurra e não responde. A nossa greve é justa. É por valorização e respeito”, declarou Castoldi, acrescentando que há recursos disponíveis no Estado para atender às demandas dos trabalhadores.
Mesmo diante de denúncias de perseguição e assédio por parte de gestores e superintendentes escolares, a greve segue ganhando força. No Cone Sul, a manhã também foi marcada por um pit stop nas ruas, com distribuição de panfletos e conversas com a comunidade sobre os motivos da paralisação.
Com o aumento das tensões e a viralização dos vídeos do confronto, a pressão sobre o governo Marcos Rocha cresce, já que até o momento nenhuma nova proposta foi apresentada para pôr fim ao impasse.





