Um enfermeiro, que trabalha como professor universitário, foi preso durante uma abordagem policial após ser flagrado mantendo um consultório clandestino montado dentro de uma residência. A ação revelou um esquema irregular de atendimentos e emissão de documentos médicos, incluindo o uso indevido do carimbo de uma médica, que já registrou ocorrência contra o acusado.
No local, os policiais encontraram um ambiente estruturado como consultório médico, com diversos materiais e documentos de uso restrito. Entre os itens apreendidos estavam carimbos profissionais, atestados médicos, receituários de órgãos públicos, requisições de exames, receituários de controle especial e declarações de comparecimento vinculadas à Unidade Básica de Saúde (UBS) Leonardo Alves de Souza e ao Hospital Regional.
De acordo com a polícia, chamou a atenção o fato de que parte desses documentos estava carimbada e assinada em branco, sem qualquer identificação de pacientes, o que reforça a suspeita de prática ilegal e possível falsificação de documentos públicos e privados.
Diante da gravidade do caso, a Secretaria Municipal de Saúde se manifestou por meio de uma nota de esclarecimento, informando que não compactua com práticas ilegais, que o profissional não estava autorizado a realizar atendimentos médicos nem a emitir documentos dessa natureza, e que está colaborando com as autoridades para a completa apuração dos fatos.
O material apreendido foi encaminhado para perícia, e o suspeito permanece à disposição da Justiça. O caso segue sendo investigado para identificar se outras pessoas possam ter sido beneficiadas ou envolvidas no esquema.
Confira o B.O da PM sobre o caso
Uma ação da Polícia Militar resultou na apreensão de drogas, materiais médicos irregulares e na condução de vários envolvidos à delegacia durante patrulhamento no bairro COHAB em Vilhena.
Na madrugada desta quinta-feira (08), uma guarnição da Polícia Militar avistou um veículo VW Gol, cor prata, saindo de uma residência na rua H1, bairro Cohab . Ao perceber a aproximação policial, o condutor, identificado pelas iniciais R. R. O., 23 anos, apresentou comportamento suspeito e acelerou bruscamente, tentando evitar a abordagem. Ao perceberem que não conseguiriam fugir, um dos ocupantes arremessou um invólucro contendo quatro porções de substância semelhante à cocaína.
No interior do automóvel estavam ainda J. M. S., 20 anos, e N. M. M. N., 19 anos. Durante a abordagem, os ocupantes confirmaram que o material dispensado se tratava de droga.
Diante da situação, os policiais retornaram ao imóvel de onde o veículo havia saído e encontraram um homem de 25 anos identificado pelas iniciais R. G. C., e uma mulher identificada pelas iniciais B. V. W. de 36 anos, na área externa da residência.
Em buscas no local, foram apreendidos 24 invólucros de cocaína, 27 invólucros de maconha, um recipiente de vidro com a erva imersa em líquido desconhecido, uma unidade de ecstasy, uma balança de precisão, embalagens plásticas, além de R$ 247 em dinheiro, 10 euros e 10 bolivianos. Em outro cômodo, os policiais localizaram um ambiente montado como consultório médico, contendo carimbos, atestados, receituários de órgãos públicos, documentos de controle especial em branco, além de diversos medicamentos e materiais hospitalares.
No local também foi encontrada uma criança de 7 anos deitada em um colchão no chão, próxima a caixas contendo resíduos hospitalares, como seringas e agulhas. O responsável pelo imóvel, R.G.C, informou que a menor havia sido deixada sob seus cuidados pelos genitores, que não foram localizados naquele momento. O Conselho Tutelar foi acionado e assumiu a responsabilidade pela criança. Posteriormente, a mãe, identificada pelas iniciais B. M. S., 32 anos, compareceu à unidade policial.
O responsável pela residência declarou ser profissional da área da saúde e professor, alegando autorização para manter os materiais no local, sem prestar outros esclarecimentos.
Diante dos indícios de tráfico de drogas, posse de entorpecentes, possíveis irregularidades relacionadas a materiais médicos e da situação envolvendo a menor, os envolvidos receberam voz de prisão e foram encaminhados à UNISP, juntamente com o material apreendido e o veículo utilizado.

NOTA OFICIAL DA SECRETARIA DE SÁUDE
A Secretaria Municipal de Saúde de Vilhena (SEMUS) vem a público esclarecer informações veiculadas na imprensa sobre ocorrência policial envolvendo apreensão de materiais em imóvel particular.
Após averiguação preliminar, a SEMUS informa que os medicamentos encontrados não pertencem à Secretaria Municipal de Saúde e não integram os insumos das Unidades Básicas de Saúde do Município.
Esclarece-se ainda que o profissional enfermeiro envolvido possui ou possuía vínculo com instituições de ensino superior e, em razão do acompanhamento de estudantes em atividades práticas, pode ter tido acesso indevido a documentos institucionais, sem qualquer autorização da SEMUS para retirada, guarda ou uso fora das unidades de saúde.
A Secretaria reforça que não existe autorização administrativa ou legal para que profissionais mantenham em residências particulares receituários, carimbos profissionais de terceiros, documentos oficiais, medicamentos ou insumos vinculados à rede pública de saúde.
Em relação ao carimbo médico localizado, a profissional envolvida registrou boletim de ocorrência e comunicou o Conselho Regional de Medicina, esclarecendo que não autorizou nem teve ciência do uso indevido de seu registro profissional, sendo também vítima da situação.
A SEMUS já notificou formalmente as instituições de ensino envolvidas e colabora integralmente com as autoridades competentes, reafirmando seu compromisso com a legalidade, a ética, a proteção de crianças e adolescentes e a boa gestão do SUS.
Secretaria Municipal de Saúde de Vilhena – SEMUS





