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16 julho 2026

Delegada é presa por conexão com o PCC

Layla Lima Ayub, uma delegada recém-empossada, foi presa na manhã desta sexta-feira (16) sob suspeita de ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC), em uma operação do Gaeco e da Corregedoria-Geral da Polícia Civil de São Paulo. Com informações da Folha de S.Paulo.

Segundo a investigação, Layla mantinha vínculo pessoal e profissional com integrantes da facção e chegou a atuar irregularmente como advogada em audiência de custódia, mesmo após assumir o cargo de delegada. A prisão ocorreu em São Paulo, e ela foi levada à Corregedoria da Polícia Civil.

 

Ela foi empossada em dezembro de 2025, em cerimônia no Palácio dos Bandeirantes que contou com a presença do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), quando 524 novos delegados foram nomeados. Layla ainda estava no curso de formação, com duração de seis meses.

Antes de passar no concurso, Ayub atuava como advogada em Marabá, um dos poucos redutos do PCC no Pará. Ela era casada com um delegado, mas teria se separado após conhecer um homem identificado como Dedel, com quem teria iniciado um relacionamento.

Layla Lima Ayub. Foto: Reprodução

De acordo com informações repassadas pela Secretaria de Administração Penitenciária do Pará, Dedel tem condenações por integrar organização criminosa e tráfico de drogas e seria membro declarado do PCC. A Promotoria aponta ainda que ele possui uma tatuagem com o símbolo da facção, o ying-yang.

Viagem conjunta e presença em cerimônia no Palácio

A investigação apura que Ayub e Dedel viajaram juntos de ônibus de Marabá a São Paulo no dia 4 de dezembro. Ele também esteve na posse dos delegados no Palácio dos Bandeirantes.

A investigação também recebeu informações de que Ayub e Dedel haviam comprado parte de uma sociedade em uma padaria em Itaquera, na zona leste de São Paulo. O Gaeco apura se o estabelecimento poderia ter sido adquirido com a intenção de lavar dinheiro da facção criminosa.

Mandados e operação do Gaeco

A operação cumpre sete mandados de busca e apreensão em São Paulo e Marabá, autorizados pela 2ª Vara Especializada de Crime Organizado. Um dos alvos foi a Academia da Polícia Civil, onde Layla realizava sua formação.

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