De acordo com as investigações, os crimes teriam sido cometidos a mando de uma influenciadora digital. A corporação não divulgou os nomes dos presos.
Segundo a Polícia Civil, Iza Paiva mantinha “estreitos vínculos” com a facção criminosa e, mesmo ciente da gravidade da situação, não acionou as autoridades policiais. Ainda conforme a investigação, a influenciadora teria determinado que os suspeitos fossem localizados, punidos fisicamente e que os bens furtados fossem recuperados.
A polícia aponta que as ações configuram crimes graves, incluindo tortura e associação criminosa, reforçando a suspeita de que os atos foram praticados dentro de uma lógica de “justiçamento”, comum em organizações criminosas.
A apuração teve início em outubro de 2025, após a prisão da influenciadora digital Iza Paiva, de 26 anos. Ela é suspeita de ter ordenado que integrantes da facção criminosa Comando Vermelho torturassem dois homens acusados de invadir e furtar sua residência, em Porto Velho.
Em nota, a defesa de Iza Paiva afirmou que a denúncia apresentada não descreve nenhum ato concreto que comprove a participação direta da influenciadora nos fatos investigados. Segundo os advogados, a Justiça deverá afastar acusações sem provas, assegurando o devido processo legal e evitando julgamentos baseados apenas em presunções.
As investigações seguem em andamento para identificar outros possíveis envolvidos e esclarecer completamente a dinâmica dos crimes.