A Polícia Civil do Distrito Federal prendeu Genivaldo João da Rocha, de 51 anos, durante uma operação deflagrada na última sexta-feira (13) em São Sebastião. O homem era alvo de uma investigação por estuprar uma menina de 11 anos, crime ocorrido logo após a vítima deixar a escola onde estuda.
A captura mobilizou agentes da 30ª Delegacia de Polícia e do Ministério Público Federal, que localizaram o suspeito escondido sobre o telhado da casa de sua mãe. Ao perceber a chegada das equipes, o investigado tentou se refugiar no forro do imóvel para evitar o cumprimento do mandado de prisão, mas acabou cercado e detido pelos policiais.
As investigações apontam que o agressor utilizou uma estratégia de aproximação baseada na vulnerabilidade da criança ao oferecer materiais escolares gratuitos. Sob esse pretexto, ele conseguiu convencer a menina a acompanhá-lo no trajeto de volta para casa, momento em que o abuso foi consumado em um local isolado.
Após o crime, Genivaldo teria intimidado a vítima com ameaças graves para assegurar que o caso não fosse revelado aos familiares ou professores. O relato da criança foi fundamental para que a Seção de Atendimento à Mulher identificasse o suspeito e iniciasse o monitoramento que levou ao seu paradeiro.
O trabalho de inteligência contou com o suporte do GAECO, que compartilhou dados cruciais para rastrear os passos do foragido na região administrativa. O entrosamento entre os diferentes departamentos da PC-DF permitiu que o cerco fosse fechado rapidamente, impedindo que o homem permanecesse escondido em endereços de parentes.
No momento da abordagem, a tentativa de fuga pelo telhado gerou um momento de tensão, mas a agilidade dos investigadores garantiu que o suspeito fosse contido sem ferimentos. Ele foi levado imediatamente para a delegacia de São Sebastião, onde foram realizados os registros formais da prisão preventiva.
A polícia agora trabalha com a hipótese de que existam outras vítimas na localidade, uma vez que o histórico de Genivaldo indica um comportamento recorrente em crimes de natureza sexual. O inquérito segue aberto para colher novos depoimentos e fortalecer as provas contra o acusado antes do envio ao Judiciário. (DCM)




