O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deve receber alta hospitalar já na sexta-feira (27) após apresentar melhora significativa no quadro clínico, segundo informou a equipe médica. A expectativa é que, após deixar o hospital, o ex-presidente passe a cumprir prisão domiciliar em sua residência, em Brasília, conforme autorização do Supremo Tribunal Federal (STF).
De acordo com o cardiologista Brasil Caiado, responsável pelo acompanhamento, a evolução recente foi determinante para a decisão. “Nesta semana, de segunda-feira para cá, ele [Bolsonaro] apresentou uma boa evolução. Estamos com a programação do antibiótico até amanhã [quinta-feira]”, disse na última quarta-feira (25) ao Valor Econômico. O médico destacou que exames realizados nos últimos dias trouxeram segurança à equipe.
Entre os procedimentos, um raio-x feito na terça-feira (24) indicou avanço na recuperação pulmonar. “Há uma melhora significativa do lado direito, praticamente o pulmão está normal”, afirmou Caiado. Ainda segundo ele, o golpista mantém uma lesão residual no pulmão esquerdo, considerada esperada diante da gravidade do quadro inicial.
O ex-presidente foi internado em 13 de março com diagnóstico de pneumonia decorrente de broncoaspiração e chegou a permanecer dez dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Com a evolução clínica, a equipe médica agora se prepara para a continuidade do tratamento fora do ambiente hospitalar.
“Agora, o foco será a fisioterapia intensiva. Já alinhamos com o fisioterapeuta para que, após a alta, todo o tratamento seja feito em casa, de forma disciplinada, com rotina e prescrição precisa. Também haverá acompanhamento de nutricionistas, e toda a equipe já está organizada para essa transição”, completou Caiado.

A alta hospitalar marca também o início do cumprimento da prisão domiciliar autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF. A medida terá duração inicial de 90 dias, contados a partir da saída do hospital, e prevê o uso de tornozeleira eletrônica. Ao final do período, a situação será reavaliada, podendo incluir nova perícia médica.
Bolsonaro deverá permanecer em sua residência no Jardim Botânico, em Brasília, durante o período. Segundo a decisão judicial, a domiciliar tem caráter humanitário, considerando o estado de saúde do ex-presidente.
Além do tratamento pulmonar, a equipe médica avalia a possibilidade de uma cirurgia futura no ombro direito. De acordo com Caiado, Bolsonaro já vinha relatando dores na região há algum tempo, e o procedimento poderá ser analisado após a recuperação completa do quadro atual. (DCM)




