A Justiça italiana decidiu autorizar a extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli, presa no país desde julho de 2025. A Corte de Apelação determinou que a extradição fosse concedida, mas a decisão não é definitiva.
A defesa de Zambelli já anunciou que irá recorrer à Corte de Cassação, última instância judicial italiana. O governo do país, após essa fase, será responsável por autorizar ou não a extradição, sem prazo estabelecido para uma resposta definitiva.
A notificação já foi enviada a autoridades do Brasil, incluindo o governo Lula, e ela deve ficar presa na Penitenciária Feminina do Distrito Federal, também conhecida como Colmeia, ao voltar ao país.
A ex-deputada foi presa após ser considerada foragida pela justiça brasileira. O Ministério Público italiano já se posicionou favoravelmente à extradição em outubro, e a decisão da Corte de Apelação agora aguarda a análise final do governo italiano. O recurso da defesa pode prolongar ainda mais o processo judicial, com possibilidade de novos desdobramentos.

Zambelli foi condenada no Brasil em dois processos no Supremo Tribunal Federal (STF), ambos com trânsito em julgado, o que significa que não há mais possibilidade de recorrer das sentenças.
A ex-parlamentar foi condenada a 10 anos de prisão por contratar o hacker Walter Delgatti Neto para inserir um mandado de prisão falso contra o ministro Alexandre de Moraes no sistema judicial e a 5 anos e 3 meses por sacar uma arma e perseguir um homem em São Paulo, em 2022.
Em dezembro de 2025, após a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados votar pela cassação de Zambelli, o plenário da Casa decidiu manter seu mandato. No entanto, o STF anulou a sessão da Câmara e determinou a perda do mandato da ex-deputada. Três dias depois, ela entregou sua carta de renúncia. (DCM)





