O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o país poderia “ficar com o petróleo do Irã” e cogitou assumir o controle da Ilha de Kharg, considerada estratégica por concentrar cerca de 90% das exportações iranianas.
Em entrevista ao Financial Times, no domingo (29), Trump comparou a ideia a ações já adotadas na Venezuela, mas ponderou que um cessar-fogo entre os países poderia ocorrer rapidamente. “Talvez tomemos a ilha de Kharg, talvez não. Temos várias opções”, declarou, acrescentando que a operação exigiria presença militar prolongada.
“Isso também significaria que teríamos que ficar lá [na Ilha de Kharg] por um tempo”, acrescentou o presidente.
O presidente ainda afirmou que o Irã teria pouca capacidade de defesa na região. Ao mesmo tempo, indicou avanços nas negociações indiretas entre os dois países.
Trump também disse que o fluxo de petroleiros paquistaneses pelo Estreito de Ormuz deve aumentar de 10 para 20 embarcações, após autorização de autoridades iranianas. Segundo ele, a medida seria um gesto positivo nas tratativas diplomáticas.
Apesar do tom de negociação, o cenário segue tenso. O Irã acusou os Estados Unidos de planejarem uma possível invasão terrestre enquanto mantêm discurso de diálogo. Reportagem do The Wall Street Journal aponta que Washington avalia uma operação para retirar urânio do território iraniano, o que envolveria riscos elevados e presença militar por dias.
Diante da escalada, países como Paquistão, Arábia Saudita, Turquia e Egito intensificaram esforços diplomáticos para encerrar o conflito, que já dura cerca de um mês e acumula milhares de mortes.
A instabilidade também impacta o mercado global: o petróleo voltou a subir e o barril do tipo Brent ultrapassou os US$ 115, refletindo as incertezas sobre a guerra no Oriente Médio.





