Um homem de 32 anos foi preso em flagrante em Itapetininga, no interior de São Paulo, suspeito de torturar, mutilar e tatuar a própria namorada à força dentro de casa. O caso, investigado pela Polícia Civil, veio à tona após a vítima, de 28 anos, ser levada à delegacia pelo irmão, que percebeu sinais evidentes de violência. Segundo o delegado responsável, Franco Augusto Costa Ferreira, a mulher apresentava ferimentos graves e permanentes, o que levou à abertura imediata de investigação.
No imóvel, localizado na região central da cidade, policiais encontraram indícios de violência contínua. A perícia identificou uma cama com sangue, cordas que teriam sido usadas para imobilizar a vítima e diversos objetos, incluindo estimulantes de uso proibido. De acordo com o delegado, “Pediram para fazer uma perícia técnica no local e, lá, encontramos a cama com sangue, a corda que ele usou para amarrar ela. Tem muitos objetos que apreendemos lá, como estimulantes injetáveis de uso proibido”. Ainda segundo a investigação, a mulher foi submetida a agressões com objetos e sofreu mutilações, além de ter sido tatuada contra a própria vontade em diferentes partes do corpo.
A polícia também apura a prática de violência sexual. Conforme o delegado, “Ele introduziu um objeto metálico parecido com um gancho no ânus dela. No Instituto Médico Legal (IML), houve a constatação de anemia e das lesões, inclusive uma laceração. Ele não manteve relações sexuais diretas com ela, mesmo sendo companheiro dela”. O caso é tratado como violência doméstica e pode ser enquadrado como estupro não convencional. “É um estupro não convencional, já que se não trata de conjunção carnal de fato. Como não existe legislação em cima disso, se configura como estupro. Ela sofreu violência doméstica e estava catatônica”, afirmou o delegado. A vítima conseguiu fugir e buscar ajuda, enquanto o suspeito segue preso e à disposição da Justiça.







