A Justiça de Rondônia julgou procedente, nesta sexta-feira (24), a acusação de intolerância religiosa contra o pastor Antônio Muniz, da Igreja Mundial, em São Francisco do Guaporé. Ele foi condenado em primeira instância com base na Lei 7.716/89, que trata de crimes de preconceito religioso. Ainda cabe recurso da decisão.
O caso ganhou repercussão após a invasão e depredação de um terreiro de umbanda liderado por Pai Alécio. Um vídeo gravado por celular registrou o momento em que o pastor entra no local, se posiciona diante do altar e, com uma Bíblia aberta, afirma: “Em nome do Senhor Jesus […] esse centro espírita vai fechar”, passando em seguida a destruir imagens e objetos sagrados.
As imagens circularam amplamente nas redes sociais e geraram forte reação na região, com críticas e manifestações contra o ato.
Além da condenação criminal, a Igreja Mundial também é ré em uma ação cível que tramita na Comarca de São Francisco do Guaporé. Pai Alécio pede indenização por danos morais e materiais, alegando que a instituição deve ser responsabilizada pelos atos de seu representante.
A reportagem tentou contato com o pastor Antônio Muniz e com a Igreja Mundial para comentar a decisão judicial, mas não obteve retorno até o fechamento. O espaço permanece aberto para manifestações.







