A ativista e influenciadora Fabíola Lemos denunciou práticas de “cura gay” em clínicas do Piauí após a repercussão do caso de um médico de 27 anos que afirmou ter sido internado à força em uma unidade de Teresina depois de revelar aos pais que é homossexual. Ele permaneceu cerca de 40 dias sem acesso a telefone, advogado ou contato externo.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Fabíola afirmou que o episódio motivou novas denúncias semelhantes no estado. “Todos vocês ficaram sabendo do caso do jovem médico que foi internado de forma involuntária, sem nenhum procedimento, sem nenhum critério rigoroso, em uma clínica de reabilitação para dependentes químicos aqui em Teresina. Pois bem, a nossa denúncia foi feita na época”, declarou.
Ela afirmou que protocolou um requerimento no Ministério Público do Piauí (MP-PI) pedindo investigação sobre clínicas e centros terapêuticos. “Nós estamos entrando com este requerimento pedindo a intervenção do Ministério Público, a apuração nesses casos, não só nesse caso, mas em todos esses casos que estão sendo denunciados em todo o estado do Piauí”, afirmou.
Fabíola ainda mencionou relatos sobre tentativas de reversão sexual em algumas unidades. “São locais que, inclusive, estão aplicando aquilo que chamam de cura gay. Isso precisa ser investigado com urgência”, disse. A Organização Mundial da Saúde (OMS) retirou a homossexualidade da lista de doenças em 1990, e o Conselho Federal de Psicologia proíbe terapias de reversão sexual no país.





