A Polícia Militar de São Paulo oficializou nesta quarta (10) a transferência para a reserva do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, réu por feminicídio da esposa, a policial militar Gisele Alves Santana. O decreto foi assinado pelo diretor de Inatividade e Pensão Militar e confirma a passagem do oficial para o sistema de pagamento administrado pela SPPrev.
Com a mudança, a remuneração de cerca de R$ 22 mil deixa de ser paga pela corporação e passa a ser responsabilidade da previdência estadual. Segundo a PM, o benefício poderá ser revisto ou suspenso caso o oficial seja condenado pela Justiça Militar à perda do posto e da patente.
Além do processo criminal na Justiça comum, Geraldo Neto responde a um procedimento no Conselho de Justificação da Polícia Militar. Caso seja expulso da corporação, poderá perder o direito à aposentadoria integral e ter os proventos recalculados pelas regras do regime geral de previdência, reduzindo significativamente o valor recebido.
A Polícia Civil concluiu o inquérito apontando o tenente-coronel como responsável pelos crimes de feminicídio e fraude processual. A Corregedoria da PM também encerrou o Inquérito Policial Militar e encaminhou o caso à Justiça.






