A Polícia Civil de Rondônia deflagrou nesta terça-feira (1º de setembro) a Operação Radix, que resultou na prisão preventiva de quatro pessoas investigadas por participação no assassinato do cirurgião-dentista Clei Bagattini, ocorrido em julho de 2024, em Vilhena.
A ação foi coordenada pela Delegacia de Repressão a Crimes Contra a Vida de Vilhena (DCCV) e cumpriu quatro mandados de prisão preventiva e dois mandados de busca e apreensão, expedidos pela Justiça da Comarca de Vilhena.
As prisões ocorreram simultaneamente em dois municípios de Rondônia. Dois investigados foram presos em Vilhena e outros dois em Cacoal. Policiais civis do Núcleo de Inteligência da Polícia Civil também participaram das diligências, especialmente no trabalho de localização dos alvos.
Operação
Segundo a Polícia Civil, o nome da operação vem do termo em latim radix, que significa “raiz”. A denominação faz referência à linha adotada pela investigação, que busca não apenas identificar os responsáveis pela execução do crime, mas também alcançar a estrutura que teria possibilitado sua prática.
A polícia afirma que a intenção é evitar uma responsabilização limitada aos executores, permitindo identificar outros integrantes e funções desempenhadas dentro da organização investigada.
Nesta fase, as medidas judiciais atingiram o chamado braço operacional do grupo, com a individualização da participação atribuída a cada um dos quatro investigados na preparação e execução do homicídio.
Organização criminosa
De acordo com a Polícia Civil, os quatro presos são investigados por homicídio qualificado, pelas circunstâncias relacionadas ao emprego de meio cruel e ao recurso que teria dificultado ou impossibilitado a defesa da vítima, conforme o artigo 121, § 2º, incisos III e IV, do Código Penal.
Eles também são investigados pelos crimes previstos na Lei nº 12.850/2013, relacionados à participação em organização criminosa armada e ao embaraço das investigações de infração penal relacionada ao grupo.
Segundo a polícia, considerando as penas máximas previstas para os crimes atribuídos aos investigados, a responsabilização pode chegar a 42 anos de reclusão. O homicídio qualificado também é classificado como crime hediondo.
Os quatro foram encaminhados à unidade policial para os procedimentos legais e permanecem à disposição do Poder Judiciário.
Durante as buscas, materiais foram apreendidos e serão submetidos a exames periciais antes de serem incorporados ao inquérito.
Investigação continua
A Polícia Civil informou que a Operação Radix não encerra as investigações sobre o assassinato do dentista. As equipes continuam trabalhando para esclarecer toda a cadeia de participação no crime e identificar outros possíveis envolvidos.
Por enquanto, a corporação não divulgou detalhes sobre as funções individualmente atribuídas aos investigados nem outros elementos da investigação, alegando que a divulgação poderia comprometer diligências que ainda estão em andamento. (Com informações da PC-RO)





