O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) tornou a advogada Daniela Gomes Ibrahim ré por tráfico de influência. Ela é acusada de pedir R$ 4 mil a familiares de um cliente preso por tráfico de drogas, em Ponte Nova, na Zona da Mata, para supostamente subornar um perito da Polícia Civil.
Segundo o processo, o dinheiro serviria para apagar ou suprimir dados extraídos de um celular apreendido na investigação contra o cliente. A medida buscaria impedir o uso das informações como prova. O juiz Guilherme Barros Dominato afirmou que a acusação envolve o suposto uso de “prerrogativas, conhecimentos, contatos e credibilidade inerentes ao exercício da advocacia criminal como instrumento para a prática delitiva”.
Uma ligação gravada, que circula nas redes sociais, registra uma conversa atribuída à advogada e a uma mulher sobre o pagamento. Na gravação, Daniela pede o envio de nome completo, CPF, telefone e, se possível, e-mail, e diz: “A gente não pode perder nem mais um dia”. A inscrição dela na OAB-MG está ativa; a Polícia Civil, a OAB e a defesa foram procuradas para se manifestar.






