A Procuradoria-Geral do Estado do Maranhão recorreu ao Tribunal de Justiça contra a nomeação de Ariana Sampaio Sousa para o cargo de delegada da Polícia Civil. Filha do procurador Francisco Barros Sousa, atual subprocurador-geral de Justiça para Assuntos Jurídicos, e sobrinha do desembargador Raimundo Barros, ela ficou na 2.018ª posição na prova objetiva do concurso realizado em 2017 e acabou eliminada ainda na primeira fase.
O juiz Osmar Gomes dos Santos, da 1ª Vara da Fazenda Pública de São Luís, anulou a eliminação em sentença de 7 de abril de 2025. Ariana tomou posse em 12 de maio daquele ano. A defesa sustentou que ela acertou 60 das 100 questões, alcançou a pontuação mínima e poderia avançar no certame após uma lei estadual flexibilizar a cláusula de barreira. Também argumentou que a candidata concluiu o Curso de Formação Profissional com aprovação por força de liminar.
O edital previa 20 vagas imediatas e cadastro de reserva com 80 nomes, além de limitar a 225 os convocados da ampla concorrência para a prova discursiva. A PGE afirmou que a lei citada só beneficia candidatos aprovados em todas as fases da primeira etapa, condição que Ariana não alcançou. O Ministério Público do Maranhão acompanhou o recurso e pediu a reforma da decisão, por entender que a nomeação desequilibra o concurso em relação aos demais candidatos. Atualmente, Ariana atua na delegacia de Bacabal.






