A cúpula do Grupo Globo discutiu a possível retomada das bets com o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ), horas antes da sabatina dele na emissora, na sexta-feira (16), segundo coluna de João Paulo Biage, de O Povo. O encontro tratou da perda de receitas da empresa após a proibição das plataformas de apostas atribuída ao governo Lula.
Participaram do almoço o presidente do Grupo Globo, João Roberto Marinho, e o vice-presidente de Relações Institucionais, Paulo Tonet. Flávio teria dito aos executivos que há um acordo no Congresso Nacional para permitir novamente as apostas, embora ainda falte definir o alcance da medida.
O principal ponto pendente envolve os cassinos virtuais, como os jogos conhecidos como “tigrinho” e “aviãozinho”. Essas modalidades concentram a maior parcela da receita das empresas de apostas.
A preocupação da Globo inclui a MGMBet, operação da qual o grupo participa, e a publicidade de casas de apostas em seus canais e eventos esportivos. A empresa não teria conseguido substituir esses contratos por anunciantes com valores equivalentes.

Cortes internos e discussão sobre a escala 6×1
A redução das receitas teria levado a cortes internos. Funcionários receberam a informação de que não haverá comemorações mensais de aniversariantes nem a tradicional festa de fim de ano do grupo.
Fontes ouvidas pela coluna relataram que a direção apresentou os cortes como alternativa a uma redução na Participação nos Lucros e Resultados, a PLR, complemento de renda pago aos trabalhadores da empresa.
Flávio Bolsonaro e o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador de sua campanha, também teriam tratado da revisão do fim da escala 6×1. O relato contrasta com a posição apresentada por Flávio durante a sabatina, quando afirmou que não tentaria reverter a medida.
A coluna também diz que o Grupo Globo atuou durante a tramitação da proposta sobre a escala 6×1. Uma emenda buscava excluir trabalhadores contratados por empresas de comunicação do benefício, mas a relatora rejeitou o texto.





