A Justiça do Pará condenou, em segunda instância, o pastor Washington Almeida, da Assembleia de Deus, a pagar R$ 50 mil por danos morais coletivos após ele associar o autismo à ação do diabo. O valor irá para um fundo público voltado a projetos relacionados ao transtorno. O pastor ainda pode recorrer.
Durante um evento pelos 90 anos da Assembleia de Deus em Tucuruí, em 12 de julho de 2024, Almeida afirmou que “o diabo está visitando o ventre das desprotegidas” ao falar sobre crianças autistas. A declaração foi gravada e repercutiu nas redes sociais.
A desembargadora Luzia Guimarães Nascimento, relatora do processo, afirmou que a liberdade religiosa não afasta a responsabilização por falas que violam direitos fundamentais. Para ela, a declaração atingiu a dignidade e a igualdade social de um grupo protegido pela legislação antidiscriminatória. A defesa disse que o pastor reconheceu o erro, retirou o conteúdo das redes, fez retratação pública e pediu perdão.





