Todos têm um parente, um amigo ou um conhecido ou ouviu falar de alguém que decidiu seguir a orientação de ativistas de extrema direita e buscou o milagre da prosperidade no Paraguai. Gente que já foi para o lado de lá ou estava indo, quando o banco Ueno quebrou e o presidente Santiago Peña foi preso.
São migrantes que se juntaram ou pretendiam se juntar aos mais de 260 mil brasileiros que já vivem em território paraguaio. Depois da eleição, diante do aumento de pedidos de entrada no país, o governo do Paraguai chegou a abrir um mutirão para atender brasileiros em Ciudad del Este.
O mutirão da burocracia foi aberto no dia 2 e iria, numa primeira etapa, até o dia 6. Tinha até nome. O MigraMóvil seria coordenado pela Direção Nacional de Migrações (DNM). Os brasileiros teriam atendimento agilizado nos escritórios da fronteira de Ciudad del Este com Foz do Iguaçu. Será que ainda terão?
O ativismo bolsonarista, exercido principalmente por grandes empresários, influencers, políticos e jornalistas sem escrúpulos, induziu milhares de pessoas a cruzar a fronteira, em busca de negócios e empregos que não existiam. Não existiam antes mesmo da quebra do banco e da prisão do presidente.
Foram enganados por bolsonaristas manjados, que tinham apenas um interesse: induzir desinformados a pensar que morar no Paraguai poderia ser melhor do que ficar no Brasil sob mais um governo de Lula.
Ativistas de extrema direita destruíram as vidas de milhares de pessoas, incluindo crianças. Fizeram o jogo sujo do ‘fuja do Brasil’, quando muitos já sabiam que o Paraguai não era tudo o que vendiam.
Depois do mutirão em Ciudad del Este, estava previsto – mas não se sabe se será mantido – outro serviço intensivo de acolhimento em Pedro Juan Caballero, de 16 e 20 de novembro. Quem se arrisca a cruzar a fronteira hoje? Onde se meteram os incentivadores da travessia?
Onde estão os bolsonaristas que ajudaram a vender o falso paraíso de Santiago Peña? Os mais famosos deveriam ser enfiados num ônibus e despejados do outro lado, com apenas um cartão de correntista do banco Ueno.





