26/12/2020 às 08h32min - Atualizada em 26/12/2020 às 08h32min

PM acusado de matar namorada a tiros alega insanidade mental

A defesa do policial militar, Manoel Bonfin dos Santos Silva, alegou que ele tem uma doença mental e que, por isso, é incapaz de entender o caráter ilícito de um feminicídio pelo qual é acusado. O processo está suspenso até que haja um laudo da perícia sobre a sanidade mental do acusado. O cabo está preso desde outubro de 2020, pela morte da namorada Ana Rita Tabosa Soares. A vítima foi assassinada a tiros após o casal sair de um restaurante, onde estavam jantando. Ana Rita e Bonfin teriam saído do local discutindo. Após entrar no carro, ela teria sido alvejada por cinco disparos de arma de fogo. O crime aconteceu na Avenida Silas Munguba, em Fortaleza. O policial foi preso em flagrante. Dias depois, a defesa do militar afirmou à Justiça do Ceará que o PM é acompanhado há três anos por médico especializado em doenças mentais e indicou que ele sofre de insanidade. A Justiça aceitou o pedido de perícia, que pode vir a comprovar ou não a insanidade mental. Devido à decisão proferida na 2ª Vara do Júri da Comarca de Fortaleza, o processo deve permanecer suspenso até o esclarecimento dos fatos.

 

Exame

 

A determinação é que o exame deva ser realizado por peritos oficiais do Manicômio Psiquiátrico Governador Stênio Gomes. No último dia 9 de dezembro, a 2ª Vara voltou a se pronunciar pedindo urgência. O Ministério Público do Ceará denunciou o policial no último mês de novembro. Consta nos autos que amigos e familiares da vítima já tinham presenciando brigas do casal e teriam visto Manoel Bonfin ameaçar Ana Rita de morte. Sobre os fatos no dia do crime, o órgão acusatório expôs que: "o acusado efetuou vários disparos de arma de fogo dentro do carro no banco do motorista. Quando da chegada da equipe policial ao local, o denunciado saiu de dentro do veículo e se identificou como policial militar e pediu que prestassem socorro a vítima, a arma utilizada fora apreendida e lavrado o respectivo auto de prisão em flagrante".

Durante depoimento, quando questionado sobre o que motivou o crime, o policial permaneceu em silêncio. Manoel Bonfin segue detido no Presídio Militar, localizado no 5º Batalhão, centro de Fortaleza.


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