03/07/2021 às 08h37min - Atualizada em 03/07/2021 às 08h37min

Ministério da Saúde teve disputa de facções em torno da pilhagem do orçamento público

Em sua coluna publicada no jornal Folha de S.Paulo, Cristina Serra afirma que a “CPI da Covid acertou a mão em corrupção grossa no Ministério da Saúde e por isso foi alvo de uma tentativa de implosão por meio do policial militar Luiz Paulo Dominguetti”. “O que se viu até agora indica uma disputa de facções no Ministério da Saúde em torno da pilhagem do orçamento público. No reino animal, seria algo como hienas tentando participar de um banquete até então exclusivo para os leões da savana”, acrescenta. 

De acordo com a jornalista, nas horas vagas, Dominguetti “fazia bico como vendedor de vacinas”. “Ao que parece, vendia vento para incautos; Sua principal missão foi tentar tirar a credibilidade do deputado Luís Miranda (DEM-DF), que lançara no ventilador os nomes de Bolsonaro e de seu líder na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR), ao juntá-los no caso Covaxin, que envolve também o empresário Francisco Maximiano”, diz ela.

“O mesmo que teve as portas do BNDES abertas pelo filho 01 e senador, Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ); É bem verdade que Luís Miranda tem seus interesses comerciais na área da saúde, o que merece a atenção da CPI. Mas isso não invalida a denúncia que fez junto com o irmão, o servidor do ministério Luís Ricardo Miranda; Apesar da confusão que causou, Dominguetti também fez revelações sobre outro esquema, envolvendo militares e funcionários, entre eles Roberto Dias, há pouco exonerado”, continua. “Dias é personagem chave por aparecer nas duas denúncias, a da Covaxin e a de Dominguetti, e por ser ligado a Barros”.


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