25/07/2018 às 08h39min - Atualizada em 25/07/2018 às 09h42min

O SINDICATO DA EDUCAÇÃO ALIMENTA A CULTURA DA DESINFORMAÇÃO E DA FALTA DE TRANSPARÊNCIA

A falta de transparência nos atos da Diretoria Executiva do Sintero cria muitos conflitos e polêmicas que revelam a desorganização e o descaso com que agem os dirigentes do sindicato menos transparente da Amazônia. Isso provoca a irritação geral dos filiados e um desgaste sem precedentes. Uma das últimas provas dessa bagunça sindical foi a circulação de uma informação sobre o possível bloqueio das contas do sindicato em função de decisões judiciais relacionadas com dívidas resultantes de greves mal administradas. Assim, temos que registrar alguns fatos que provocam toda essa problemática e que a Executiva deveria ter interesse em esclarecer: 01 - O Sintero tem um site que serve apenas para publicar informações de interesse exclusivo da Executiva. Neste site deveriam ser publicados todos os atos administrativos do sindicato, entre eles as notas fiscais de produtos ou serviços, para que os filiados soubessem como são gastos os recursos do Sintero. Não há nenhuma publicação nesse sentido e isso provoca interpretações de todos os modelos. Isso acontece pela FALTA DE TRANSPARÊNCIA. Quando são cobrados, os dirigentes apresentam um resumo de supostos gastos, mas isso não prova nada, porque não existe a documentação que comprova esses gastos. 02 - O Sintero tem na capital do estado uma frota de veículos que são utilizados exclusivamente pela Diretoria Executiva e nenhum filiado do interior consegue uma carona nesses veículos, quando precisa ir à capital tratar de algum assunto que não seja possível resolver no interior. A Executiva do Sintero nunca informou qual é o posto de gasolina onde abastece sua frota, mas é grande o número de filiados da capital que afirmam que muitos veículos particulares são abastecidos com recursos do sindicato, principalmente em períodos eleitorais do sindicato ou em eleições gerais. Essas dúvidas existem pela FALTA DE TRANSPARÊNCIA. 03 - O Sintero gasta fortunas com alimentação, mas nenhum dos filiados do sindicato sabe onde fica o restaurante onde a Executiva compra alimentos na capital. Tudo isso deveria ser publicado no site do Sintero, mas nunca essa informação foi passada. Já circularam informações, no sentido de que o restaurante que alimenta a Executiva na capital pertence a um dos membros da Diretoria. Se não houvesse a FALTA DE TRANSPARÊNCIA, esse tipo de desconfiança não existiria. Um sindicato com mais de 20 mil filiados precisa deixar bem claro onde compra alimentos. 04 - A Diretoria Executiva realiza várias reuniões em lugares de luxo, como resorts, pagando valores absurdos, embora essas reuniões sejam realizadas em lugares onde o Sintero possui sede com auditório, cozinha, dormitório... A Executiva argumenta que aluga hotéis de luxo, porque precisa dar conforto aos dirigentes. Os demais filiados, não precisam de conforto, precisam apenas pagar a contribuição mensal, sem direito a saber como são gastos os recursos. Além disso, a Executiva jamais publicou um relatório dessas reuniões. Há quem diga que as últimas reuniões foram realizadas para tratar da campanha eleitoral de um candidato escolhido apenas por três ou quatro pessoas da Executiva, sem nenhuma discussão com os filiados. As dúvidas sobre isso acontecem pela FALTA DE TRANSPARÊNCIA. 05 - Recentemente, circulou a informação de que as contas do Sintero foram bloqueadas por causa de uma dívida resultante de greve em Ariquemes e isso revoltou os dirigentes, porque o bloqueio se refere a uma dívida em função de uma greve em Itapuã do Oeste. A Executiva deveria esclarecer os fatos e informar que as duas dívidas existem, mas que a razão do bloqueio das contas, dessa vez, é sobre a dívida de Itapuã. Não é possível saber se haverá bloqueio sobre a divida de Ariquemes este ano, mas é possível afirmar que se trata de uma dívida de quase 06 milhões de reais. Quando alguém confunde essas dividas, isso acontece apenas pela FALTA DE TRANSPARÊNCIA. 06 - O Sintero tem uma Diretoria de Imprensa e o diretor não trabalha em nenhuma escola. Ele é liberado para exercer a função de informar os filiados. Além disso, o sindicato tem uma empresa de publicidade contratada para informar os filiados. Essa empresa recebe valores que passam de 300 mil por ano e deveria prestar serviços transparentes. Não é possível entender como um sindicato que paga muito bem seus advogados comete tantos erros primários. O Sintero tem um órgão de imprensa, tem advogados para orientar esse órgão e tem um site. Então não existe razão para deixar os filiados com dúvidas e todas essas distorções acontecem pela absoluta FALTA DE TRANSPARÊNCIA. O Sintero existe para defender os interesses dos trabalhadores da educação, mas, infelizmente, há muitos anos, tem se dedicado muito mais a defender interesses de um único partido e, muitas vezes, tenta impor aos filiados as teses do partido dos dirigentes. Várias vezes, o sindicato gasta dinheiro para levar pessoas a Brasília apenas para participar de mobilizações de interesse do partido dos dirigentes do sindicato e isso não pode acontecer. Nenhuma pessoa é obrigada a defender o partido dos membros da Executiva. O Sintero precisa ser patrimônio de todos os seus filiados e não de meia dúzia de dirigentes. Fonte: Coletivo dos Profissionais em Educação do Cone Sul
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