30/07/2018 às 09h03min - Atualizada em 30/07/2018 às 09h03min

Convenção do MDB é marcada por pancadaria e destruição

A convenção do MDB para escolha de candidatos às eleições de outubro foi marcada por cenas de pancadarias, troca de acusações entre militantes, tapas no rosto e destruição do vidro da entrada principal da sede do diretório. A convenção serviu ainda para lavar “roupa suja”, em público, entre os grupos considerados rivais dentro do partido e culminou com pedidos de desculpas por ofensas entre militantes vazadas na internet por meio de grupo de WattsApp. Toda a confusão começou quando o presidente regional do MDB, Tomas Correia, assumiu os trabalhos para encaminhar a votação dos convencionais a candidatura de Maurão de Carvalho ao governo do Estado e do senador Valdir Raupp à reeleição. Segundo o deputado federal Lúcio Mosquini, a forma como Tomas estava conduzindo a votação abriria vaga dentro do MDB para negociar com outro partido a segunda vaga que a legenda tem direito ao Senado. “Quando participamos da última convenção, ficou acordado que a legenda teria candidatura ao governo e dois candidatos ao senado. Da forma como estavam fazendo, sepultaria a candidatura de Confúcio ao Senado”. APOIADORES DE CONFÚCIO MOURA RECEBIDOS A TAPAS Durante os debates, a militância que apóia a candidatura de Confúcio Moura ao Senado se revoltou com a atitude de Tomas Correia e saiu em defesa da candidatura do ex-governador. A entrada no prédio do partido foi controlada e apoiadores de Confúcio que estavam fora do prédio foram impedidos de entrar no plenário do partido para acompanhar a votação. Foi quando entraram em confronto com os seguranças e destruíram a porta de vidro na entrada principal do partido.
Os apoiadores de Confúcio entraram no plenário e foram recebidos a tapas pelos seguranças. Várias pessoas que assistiam o encontro político se machucaram. O tumulto durou mais de 1 minuto com seguranças batendo nos apoiadores de ex-governador. A Polícia Militar foi acionada para garantir a ordem no local. TOMAS CORREIA AGRIDE EMERSON CASTRO COM UM TAPA

Secretário do MDB, Luiz Lenzi teve o microfone tomado a força por uma militante (Imagem: Edison Falcão/RedeTV RO)

Uma militante tomou a força o microfone do secretário-geral Luiz Lenzi, que presidia os trabalhos. Foi quando iniciou um novo tumulto e os seguranças foram novamente acionados para evitar mais agressões. Revoltado com a suspensão dos trabalhos, Thomas Correia agrediu o ex-secretário da Casa Civil do Estado, Emerson Castro, com um tapa no rosto. Os seguranças novamente tentaram impedir novas agressões.
Militantes do partido passaram a utilizar o microfone e falaram do momento difícil que o legenda enfrenta nestas eleições. “O que estamos vendo aqui é o sepultamento do partido. Não é o MDB que fundamos. Estamos destruindo a nossa história por questões internas”, disse um militante.
Lúcio Mosquini garantiu que é o apoiador da candidatura do deputado Maurão de Carvalho ao governo. “Não estamos questionado a candidatura de Maurão, o que queremos é disputar as duas vagas que o partido tem direito e com chances de eleição”, disse o deputado. Os trabalhos foram suspensos e depois de uma hora os dois grupos entraram em um consenso e foi anunciado que o MDB abriria vaga para Confúcio Moura disputar ao Senado juntamente com o senador Valdir Raupp, candidato a reeleição. O partido definiu ainda a candidatura de Maurão de Carvalho ao governo. Falta ainda o partido definir o candidato a vice-governador. Fonte: Rede TV.
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