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Porto Velho
26 junho 2026
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Mariana Carvalho segue liderando a corrida à Prefeitura de Porto Velho

O Instituto AR7 Marketing e Publicidade divulgou na tarde desta quarta-feira, 02, sua penúltima pesquisa de intenção de votos para os candidatos a prefeito de Porto Velho. Não houve nenhuma mudança nas posições dentre os sete concorrentes, com a manutenção da liderança pela candidata Mariana Carvalho (UBr).

Segundo a pesquisa, Mariana está com 39,77% das intenções de voto, contra 24,79% de Léo Moraes (Podemos) e 13,48% de Euma Tourinho (MDB). Em seguida vêm: Célio Lopes (PDT), com 7,15%, Benedito Alves (Republicanos), com 4,33%, Samuel Costa (PC do B), com 3,49%, e Ricardo Frota (Novo), com 1,66%. A tendência de eleitores indecisos é 5,33%.

DADOS DA PESQUISA
A pesquisa foi contratada ABC Publicidades e realizada com 601 eleitores entre os dias 26 a 28 de setembro de 2024. Possui margem de erro de + ou – 3,88%, nível de confiança de 95%, registrada no TRE-RO com o número (01254/2024), assinada pela estatística Liliane Gazola (Conre 9063).

Fonte: ABC Publicidades

Acadêmicos ficam presos em elevador da Fimca de Vilhena

Mídia Rondônia – Na noite desta segunda-feira, 2, o Corpo de Bombeiros de Vilhena realizou o resgate de nove acadêmicos da Fimca que ficaram presos em um elevador após o equipamento apresentar uma pane. O caso aconteceu dentro das instalações da instituição, onde o excesso de peso e a superlotação são apontados como possíveis causas do mau funcionamento.

De acordo com informações preliminares, o elevador parou de funcionar enquanto transportava os estudantes, ficando estabilizado em um dos andares. Os acadêmicos, sem conseguirem sair do local, acionaram imediatamente os bombeiros, que responderam rapidamente à ocorrência.

Ao chegar ao local, a equipe do Corpo de Bombeiros utilizou equipamentos de desencarceramento para abrir a porta do elevador com segurança e resgatar os estudantes. Felizmente, não houve registro de feridos durante o resgate, e os acadêmicos foram liberados após o procedimento.

 

Rondônia não terá Lei Seca durante as eleições

Rondônia não terá Lei Seca durante as eleições municipais. Porém, pelo menos nove estados brasileiros proibirão a venda de bebidas alcoólicas no dia das eleições municipais, marcadas para o próximo domingo (6). Em seis deles, a medida valerá em todo o estado: Acre, Amapá, Pará, Piauí, Maranhão e Alagoas.

Em outros três, a medida será restrita a zonas eleitorais específicas. No Tocantins, serão quatro zonas, enquanto em Mato Grosso serão três, segundo informações dos tribunais regionais eleitorais (TREs). Em Goiás, o TRE não informou sobre as zonas que terão a chamada Lei Seca, mas pelo menos uma delas anunciou que adotará a proibição.

A proibição da venda de bebidas alcoólicas durante as eleições é decidida localmente pelas autoridades de segurança pública e eleitorais. A ideia é reduzir os riscos de desordem que prejudiquem o processo eleitoral. Em alguns estados, a decisão coube às secretarias de Segurança, como foi o caso dos estados do Piauí, Maranhão e de Alagoas.

No Acre, a decisão coube aos juízes eleitorais de primeira instância. Os responsáveis pelas nove zonas eleitorais do estado expediram portarias decretando a Lei Seca em suas respectivas áreas. Nos estados de Mato Grosso, do Tocantins e de Goiás, a definição também ficou por conta dos magistrados de cada zona.

Já no Pará, as regras da Lei Seca serão definidas em comum acordo entre os juízes eleitorais e a Polícia Civil dos municípios, “avaliando as especificidades, o contexto e a situação de cada localidade. Porém, a publicação de portaria com as normas para todo o estado é de responsabilidade da Secretaria estadual de Segurança Pública, por meio da Delegacia Geral de Polícia Civil. A partir desse documento, os juízes eleitorais podem definir os horários da Lei Seca, de acordo com a realidade dos municípios”.

O TRE do Amapá informou em nota, na noite de terça-feira (1º), que os juízes cumprirão rigorosamente a Portaria da Lei Seca, “garantindo a ordem e a segurança nos dias que antecedem e no próprio dia das eleições”, sem indicar quem seria o responsável pela decisão.

Roque Dias, candidato a vereador, finaliza campanha destacando foco na saúde de Vilhena

Roque Dias, pré-candidato a vereador em Vilhena pelo MDB, tem a saúde como principal bandeira de sua campanha. Durante seu contato com os eleitores, ele destacou a importância de investir em infraestrutura hospitalar e promover um atendimento digno e de qualidade para todos os cidadãos, com foco na prevenção de doenças e no acesso facilitado aos serviços de saúde.

Dias expressou sua gratidão pelo apoio recebido ao longo de sua campanha. “Durante a minha campanha eleitoral, fui extremamente bem recebido pelos eleitores. Desde o início, busquei estabelecer uma relação de proximidade e transparência com a comunidade, ouvindo atentamente suas demandas e preocupações”, afirmou.

O candidato também destacou sua participação em eventos e atividades de campanha, onde pode compartilhar suas propostas e receber o incentivo da população. “Fui calorosamente recebido, e essa troca de ideias tem sido fundamental para fortalecer minhas convicções de que a saúde é uma prioridade.”

Roque Dias se compromete a lutar por melhorias no sistema de saúde de Vilhena, buscando garantir um atendimento eficiente em todas as fases da vida dos vilhenenses. Ele também agradeceu a confiança dos seus apoiadores. “É emocionante ver tantas pessoas acreditando em mim e no meu compromisso com a saúde. Contem comigo para lutar incansavelmente por uma comunidade mais saudável e próspera”, finalizou.

Assessoria

Eleições: cerca de 2.500 policiais vão trabalhar em Rondônia

Com a mobilização de mais de 2.500 policiais, Rondônia se prepara para assegurar a segurança nas eleições municipais de 2024. A “Operação Eleições 2024” contará com 2.232 policiais militares, 344 policiais civis e 317 viaturas, com o objetivo de reforçar a proteção dos eleitores, autoridades e do processo eleitoral em todo o estado.

Coordenada pela Secretaria de Estado da Segurança, Defesa e Cidadania (Sesdec), a ação é parte de um esforço nacional em colaboração com a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) e o Centro Integrado de Comando e Controle Nacional (CICCN). O pleito está agendado para o dia 6 de outubro, com a possibilidade de um segundo turno em 27 de outubro.

O secretário de Segurança, Felipe Bernardo Vital, declarou sobre a ação: “Nosso objetivo é garantir que cada cidadão tenha a liberdade de votar sem medo ou intimidação. A segurança pública está trabalhando para que o processo eleitoral seja conduzido com transparência e ordem. A segurança das eleições de 2024 é nossa prioridade.”

Para viabilizar a operação, o governo de Rondônia utilizará recursos financeiros repassados pelo Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE-RO), que destinou R$ 1 milhão para reforçar a segurança nas eleições deste ano. Esse recurso será fundamental para o transporte e patrulhamento das zonas eleitorais, especialmente nas áreas mais remotas e de difícil acesso.

A operação será monitorada em tempo real pelos Centros Integrados de Comando e Controle Estadual (CICC), que estarão conectados ao CICCN em Brasília, permitindo comunicação rápida e deslocamento ágil para áreas críticas. Além das forças estaduais, a Polícia Federal, a PRF e o Exército Brasileiro também reforçarão as atividades de segurança. (SGC)

Guerra: hospitais do Líbano estão sobrecarregados

Sputnik – Os hospitais do Líbano estão sobrecarregados devido ao afluxo de feridos em meio à escalada do conflito com Israel, denunciou o chefe da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom. “O sistema de saúde foi enfraquecido por crises sucessivas e está a lutar para lidar com as imensas necessidades”, escreveu Tedros Adhanom no X.

O chefe da OMS também relatou a sua reunião com os embaixadores da Liga Árabe em Genebra para discutir a situação no Líbano e na região em geral.

A OMS está a trabalhar em estreita colaboração com o Ministério da Saúde libanês para fornecer materiais médicos e preparar profissionais de saúde, disse ele.

Da mesma forma, Tedros Adhanom alertou que o aumento da violência na região poderia levar a “consequências catastróficas”.

Mais de 90% do desmatamento é para abertura de pastagem

A abertura de áreas de pastagem foi a principal causa do desmatamento da Amazônia entre 1985 e 2023, aponta um levantamento inédito do MapBiomas divulgado nesta quinta-feira (03).

Imagens de satélite analisadas pela rede mostram que, nesse período, a área de pastagem cresceu mais de 363%passando de 12,7 milhões de hectares para 59 milhões.

Isso representa uma expansão de 46,3 milhões de hectares em menos de quatro décadas. Com isso, somente em 2023, os pastos ocupavam 14% da Amazônia.

Segundo o monitoramento, na região conhecida como Amacro (um trecho que abrange 45 milhões de hectares no Amazonas, Acre e Rondônia), o crescimento foi ainda mais expressivo. Na região, a área de pastagem se expandiu 11 vezes, resultando na perda de quase toda a vegetação nativa.

Entre 1985 e 2023, 13% da perda líquida de vegetação na Amazônia aconteceu nessa região, que é conhecida como “fronteira do desmatamento”.

O levantamento aponta ainda que, nesse período:

  • mais de 90% das áreas desmatadas na Amazônia tiveram como primeiro uso a pastagem;
  • e que a agricultura também foi responsável por parte do desmatamento, com um pico em 2004, quando 147 mil hectares foram derrubados diretamente para esse fim, embora esse número tenha caído consideravelmente nos anos seguintes, principalmente devido à moratória da soja (que restringe a compra do grão).

 

Já entre 1987 e 2020, o monitoramento revelou que 77% das áreas desmatadas se mantiveram como pastagem, enquanto 12% começaram como pasto, mas estavam em processo de regeneração até 2020.

Apenas 2% foram convertidas diretamente para agricultura e permaneceram com esse uso. Fora isso, pastagens também avançaram sobre áreas úmidas, que perderam 3,7 milhões de hectares, sendo 3,1 milhões transformados em pasto.

Ainda segundo o levantamento, a área agrícola na Amazônia cresceu 47 vezes no mesmo período, impulsionada principalmente pela soja, que ocupava 80,5% das lavouras temporárias em 2023. A silvicultura (cultivo de florestas) também teve um aumento expressivo, com a área plantada saltando de 3,2 mil hectares em 1985 para 360 mil hectares em 2023.

Brasileira grávida é uma das vítimas do triplo homicídio que devastou Portugal

De LISBOA | Um crime de brutalidade indescritível para os padrões de violência e de criminalidade de Portugal, um dos países mais seguros da União Europeia e do mundo, cometido nesta quarta-feira (2), tem uma mulher brasileira entre suas vítimas fatais. Um triplo homicídio por motivos absolutamente fúteis, cometido na freguesia de Penha de França, em Lisboa, uma área muito próxima ao núcleo nervoso turístico do Centro Histórico da capital lusa, deixou toda a sociedade perplexa e devastada.

Julia Fernanda, que não teve o sobrenome e a idade revelados, era uma brasileira nascida no estado de Minas Gerais. Casada com o português Bruno Neto, ela tinha dois filhos e estava grávida do terceiro. O casal passava em frente à barbearia Grande Pente, na rua Henrique Barrilaro Ruas, quando uma discussão banal estava acontecendo.

O dono do estabelecimento, o barbeiro Carlos Pina, de 43 anos e pai de cinco filhos, sujeito muito conhecido e querido no bairro, batia boca com um homem que mora a poucos passos dali, chamando de “Nando”. A confusão teria começado ainda pela manhã, quando o tal “Nando” foi pedir para cortar o cabelo no salão, ocasião em que teve a solicitação negada por Pina por não ter horário disponível na agenda. Horas depois, “Nando” voltou e insistiu, recebendo outra negativa.

Quando era hora do almoço, por volta de 13h20 no horário local, outra vez o cliente insistente apareceu, desta vez com a esposa. Ele pediu novamente para cortar o cabelo e ao ter o pedido negado sacou uma arma de fogo, algo muito incomum e raríssimo em Portugal, e disparou um tiro à queima-roupa na testa de Pina, que caiu morto. Na sequência, o assassino apontou a arma para matar um rapaz que também trabalha no salão, mas percebeu que alguém passava pela porta e olhava para dentro.

Era o casal Fernanda Júlia e Bruno Neto. Sem pensar suas vezes, ele apontou a arma para as cabeças de ambos e disparou mais duas vezes, matando-os instantaneamente. O criminoso ainda chegou a fazer mira e apertar o gatilho contra outras pessoas, mas o mecanismo falhou. Ele saiu correndo, entrou na casa do pai, que mora metros ao lado, e de lá saiu num jipe verde dirigido pelo idoso e mais um familiar.

No início da noite, a imprensa portuguesa reportou que dois carros da família de “Nando” foram incendiados por vizinhos revoltados, que fizeram uma espécie de altar improvisado com velas e flores na soleira da barbearia palco do crime bárbaro. A PSP (Polícia de Segurança Pública) segue até o momento numa verdadeira caçada por toda a Região Metropolitana de Lisboa na tentativa de encontrar o assassino, seu pai e o outro parente que ajudaram na fuga.

O caso monopolizou as manchetes em todos os veículos de imprensa do país, que não conhece atos de violência extrema como esse, o que fez até com que alguns jornalistas e espectadores classificassem o crime como o “mais fútil da história” de Portugal.

Revista Fórum

Onde há fumaça, há boi: estados líderes na pecuária concentram maior número de incêndios, mostra estudo

A capital da pecuária brasileira, São Felix do Xingu (PA), foi também a campeã em incêndios neste ano. O município de 65 mil habitantes concentra mais de 2,5 milhões bois no seu território e registrou 2.522 focos de incêndio entre janeiro e a primeira quinzena de setembro de 2024.

Os dados compilados pela ONG Mercy For Animals fazem parte de um levantamento maior que mostra a correlação entre a pecuária e o fogo no país.

Entre os dez estados com maior número de incêndios neste ano, oito também são os que têm maior rebanho bovino no território. Mato Grosso e Pará concentram o maior número de cidades da lista.

“A gente pode dizer que o boi segue no rastro do fogo, que vem depois do desmatamento”, defende George Sturaro, Diretor de Relações Governamentais e Políticas Públicas da Mercy For Animals, em entrevista ao programa Bem Viver desta quarta-feira (2).

“Existe um ciclo histórico de destruição dos biomas brasileiros impulsionado pela expansão da pecuária bovina e também da monocultura, principalmente da monocultura de soja, cuja maior parte é destinada à alimentação de animais criados em confinamento, porcos, galinhas, frangos.”

Sturaro explica que a pecuária utiliza o fogo em dois momentos. Primeiro, é para “limpar” uma área que foi recém desmatada. Ou seja, o fazendeiro derruba as árvores de maior porte e o restante da vegetação é destruída pelo fogo, para preparar o terreno para o pasto.

“De tempos em tempos, esse pasto precisa ser renovado. E a forma que se usa para renovar novamente é o fogo. Então, os fazendeiros tocam fogo no pasto.”

O pesquisador diz que este vem sendo o modelo aplicado para o Cerrado e Amazônia, pelo menos, nos últimos 40 anos, principalmente com o movimento imposto pela ditadura militar conhecido como Marcha do Boi. Mas o especialista vai além.

“Se a gente olhar o modelo de, entre aspas, desenvolvimento econômico do Brasil, ele em linhas gerais, ele permanece inalterado ao longo dos últimos 40, 50 anos. Ele está fortemente baseado em cultivos extrativistas, monoculturas.”

“Pelo menos algo em torno de 80% das exportações agrícolas do Brasil estão baseados em 10 produtos, com uma participação predominante da soja e produtos de origem animal, como carne bovina, carne de frango.”

É um modelo econômico baseado em monocultivo de exportação, principalmente, que não se diferencia muito no seu ethos do modelo colonial que a gente teve nos últimos 500 anos”, finaliza.

Confira a entrevista na íntegra

Esses resultados surpreenderam vocês? 

O dado não nos surpreendeu. Na verdade, confirmou uma impressão que a gente tem, não apenas nós, mas grande parte das organizações que trabalham com a agenda animal e também e também pela agenda do meio ambiente.

Há muitos anos, talvez décadas, que existe essa relação entre a pecuária, o desmatamento e a queimada. Isso é algo que faz parte da história do Brasil, talvez desde os anos 1970, quando começa a expansão da fronteira agrícola para o interior do país, principalmente para o Cerrado, para a região Norte, para a Amazônia.

Então, a gente pode dizer que o boi segue no rastro do fogo, que vem depois do desmatamento.

Então, existe um ciclo histórico de destruição dos biomas brasileiros impulsionado pela expansão da pecuária bovina e também da monocultura, principalmente da monocultura de soja, cuja maior parte é destinada à alimentação de animais criados em confinamento, porcos, galinhas, frangos.

O interessante é que esses estados estão localizados justamente nesses biomas que mais sofrem com a expansão da fronteira agrícola, que são Cerrado e a Amazônia.

Ali onde está concentrado os focos de incêndio, desmatamento e também a expansão da pecuária.

Um caso bastante emblemático que eu gostaria de trazer é o do município São Félix do Xingu, no estado do Pará. São Félix do Xingu foi o município que registrou maior número de focos de incêndio no Brasil até o início de setembro.

E ele é também o município com a maior população de bovinos do Brasil, aproximadamente 2,5 milhões de bois nesse município.

E porque é interessante para a pecuária o usos do fogo? 

A queimada está relacionada de duas formas com a pecuária. O primeiro uso que a pecuária faz da queimada é para a limpeza de áreas recentemente desmatadas que serão, então, destinadas ao cultivo de pasto para alimentar os bois.

Então você tem uma zona lá que geralmente era floresta. Essa área é ocupada, tradicionalmente ela é grilada. São removidas as madeiras que têm alto valor comercial, as árvores maiores são removidas e aí sobra uma vegetação arbustiva, sobram raízes e esse material tem que ser removido para que possa então ser plantado o pasto e a forma tradicional e mais barata de remoção desse material é o uso do fogo.

Então, depois do desmatamento, vem a queimada para limpar, como eles dizem na linguagem da pecuária, e em cima dessa terra é plantado o pasto. De tempos em tempos, esse pasto precisa ser renovado.

E a forma que se usa para renovar novamente é o fogo. Então, os fazendeiros tocam fogo no pasto.  Esse pasto queimado também ajuda a nutrir o solo para o novo ciclo de plantio de pasto.

Então, a pecuária extensiva ela faz uso tradicionalmente do fogo, seja para limpar a área, seja para limpar o pasto.

Eu gosto sempre de lembrar que a pecuária e a soja estão muito interligadas no ciclo do desmatamento do Brasil. À medida que aumenta a demanda por produtos de origem animal, você vai ter um aumento da área dedicada à pecuária e também da área dedicada ao plantio daqueles grãos que serão usados para alimentar animais, principalmente soja e milho.

A soja, por ser uma atividade econômica mais rentável e de maior complexidade logística, ela acaba se expandindo sobre áreas que eram ocupadas pela pecuária. Então o sojicultor faz uma proposta de compra de terras para o pecuaristas, se apropria daquela terra e passa a plantar soja.

O pecuarista coloca esse dinheiro no bolso e se muda para a região de fronteira agrícola. Compram lá uma nova fazenda, desmatam uma área, queima, e assim vai…

Essa é a história dos últimos 30 a 40 anos, de, entre aspas, desenvolvimento econômico nessa região de fronteira agrícola do Brasil.

Então a pecuária se expande e vai sendo empurrada para a região de floresta, para as regiões ainda nativas do país por causa da expansão da soja também.

O senhor está falando de um modelo aplicado de 30 a 40 anos, mas podemos dizer até mais, quem sabe 50, se analisarmos as ações impostas no período da ditadura militar, certo? 

Se a gente olhar o modelo de, entre aspas, desenvolvimento econômico do Brasil, ele em linhas gerais, ele permanece inalterado ao longo dos últimos 40, 50 anos. Ele está fortemente baseado em cultivos extrativistas, monoculturas.

Pelo menos algo em torno de 80% das exportações agrícolas do Brasil estão baseados em 10 produtos, com uma participação predominante aí da soja e produtos de origem animal, como carne bovina, carne de frango.

Então, assim, é um modelo econômico baseado em monocultivo de exportação, principalmente, que não se diferencia muito no seu ethos do modelo colonial que a gente teve nos últimos 500 anos.

E se a gente olhar nos últimos, talvez de 1985 pra cá, quando começou a redemocratização do Brasil, esse modelo, ele tem se intensificado.

Em 1985, quando o Brasil inicia o processo de redemocratização, perto de um terço do nosso PIB era indústria ainda. Hoje, a indústria não contribui, nem com 10% do PIB.

Então esse modelo ele está independentemente de governo, da matriz ideológica, a orientação ideológica do governo, esse é o modelo que no Brasil, infelizmente,  se estabeleceu.

E quais caminhos vocês entendem para combater essa lógica?

Na nossa interpretação, essa situação que vem ocorrendo no Brasil ano após ano de queimadas cada vez mais intensas e extensas é resultado de um modelo de produção de alimentos insustentável, que é agravado ainda pela emergência climática que a gente vem atravessando.

Então, se a gente for olhar ao longo dos últimos anos, os períodos de estiagem seca no Brasil, eles têm ficado cada vez mais longos. E isso é um fator de risco para surtos de queimadas, como esse que a gente tem visto.

Essa situação está relacionada com a mudança no clima no âmbito global. E ela está relacionada também com as nossas escolhas que a gente fez como sociedade em relação ao nosso modelo de produção de alimentos.

A notícia boa é que uma transformação dos sistemas alimentares pode ajudar a gente a equacionar isso. A gente tem proposto mudar o sistema alimentário, mudar a forma como a gente propõe, como a gente produz alimentos e mudar os padrões de consumo de alimentos.

Mais especificamente, a gente tem defendido a necessidade da redução do consumo de produtos de origem animal, porque os produtos de origem animal, os alimentos de origem animal, eles têm uma pegada [gasto] ambiental muito elevada, tanto em termos de emissões de carbono quanto em termos de a pegada hídrica, de biodiversidade.

Motorista é assassinado dentro de carro em Rondônia

Um jovem motorista ainda não identificado foi assassinado com vários na noite desta quarta-feira (2), dentro do próprio carro, um Nissan, na frente de uma residência localizado na Rua Leide Laura, bairro Jardim Santana, zona leste de Porto Velho.

A vítima havia acabado de chegar ao local, quando foi surpreendido por dois criminosos, em uma motocicleta. O carona sacou uma pistola e efetuou vários tiros contra o homem, que morreu na hora. (Rondoniagora)