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25 junho 2026
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Sintero denuncia aumento da violência nas escolas e cobra ações do Governo e Assembleia

Nos últimos tempos, notícias de casos de violência nas escolas têm ganhado capas de matérias jornalísticas do país. Entre as ocorrências mais recentes destaca-se o caso de um adolescente de 13 anos que assassinou uma professora a facadas e deixou mais quatro pessoas feridas em São Paulo. Outro caso a citar ocorreu em uma creche de Santa Catarina, onde quatro crianças morreram e outras quatro pessoas ficaram feridas após um homem de 25 anos invadir o local com uma machadinha. A onda de ataques chegou a ser premeditada em escolas de Porto Velho, mas felizmente a Polícia Militar recebeu denúncia anônima e conseguiu desarmar o ataque a tempo.

A segurança pública é um problema de Estado que invadiu os espaços educacionais e tornou-se mais evidente com o passar dos anos. Muitos são os fatores que contribuem para que ela seja reproduzida no ambiente educacional e seja manifestada das mais variadas formas.

O fato é que os trabalhadores e trabalhadoras em educação se tornaram vulneráveis. Segundo dados do Instituto Locomotiva e da APEOESP, cinco em cada dez professores da rede pública já sofreram algum tipo de violência nas dependências das escolas, o que representa um índice de 54%. Esse número era de 51% em 2017 e de 44% em 2014. Entre os casos de violência mais citados entre professores e estudantes destaca-se: para quem ensina, a maioria dos casos diz respeito à agressão verbal (83% das citações), enquanto os estudantes citam o bullying como principal vetor da violência (62%).

O Estado de Rondônia não é uma exceção em relação a esse problema. Pelo contrário, desde 2018 o Sintero solicita uma audiência pública à Assembleia Legislativa do Estado (ALE/RO) para discutir sobre o assunto. Diante da ausência de providências, o sindicato iniciou perícias nas escolas de Rondônia para averiguar os locais em que os profissionais da educação estão expostos a algum tipo de risco. Através dessa análise foi identificado que são muitos os problemas encontrados nas escolas e não só em relação a equipamentos inapropriados e/ou locais que possuem agentes nocivos à saúde, mas também foi diagnosticado que os ambientes escolares podem apresentar riscos à integridade física da categoria.

Não é a primeira vez que casos de agressões físicas são notificados no Estado, um deles ocorreu em 2019 quando a mãe de um aluno agrediu uma professora do município de Itapuã do Oeste por ela ter solicitado que seu filho se retirasse da sala de aula. Outro caso ocorreu em 2021 no município de Ariquemes, quando uma professora foi agredida verbalmente por um pai de estudante, que não concordou com a retenção do filho. Sem mencionar nos registros de depredação e roubo das escolas. É importante pontuar que o Governo do Estado extinguiu concursos para vigilantes e optou pela contratação terceirizada. Em algumas localidades, a vigilância nas escolas é feita apenas por videomonitoramento.

Ressalta-se ainda que a ausência de políticas públicas aos jovens voltadas ao esporte, a arte e lazer acaba contribuindo para que haja criminalização desse público. Como resultado da falta de iniciativas de socialização, eles tornam-se reprodutores da violência nos espaços educacionais. Especialistas revelam que a violência pode ser estimulada por meio do convívio em ambientes violentos. Ou seja, os estudantes absorvem a atmosfera de agressividades presentes em nossa sociedade e acabam reproduzindo nas escolas. Outro fator é a negligência de pais e/ou responsáveis diante da prática de violência. À vista disso, é correto afirmar que a violência é um fenômeno que tem se agravando ao longo dos anos graças ao discurso de ódio instaurado e incentivado na nossa sociedade.

Através dessas informações é possível afirmar que a escola é um local que vem reproduzindo as inúmeras violências presentes em nossa sociedade e que os espaços de aprendizado impõem mudanças urgentes para mudar essa triste realidade. E isso perpassa por questões que incluem desde a geografia das escolas que estão inseridas em áreas de conflito e regiões com alto índice de violência até o discurso forjado de “homeschooling” daqueles que incentivam a educação familiar para atacar as escolas públicas e a formação cidadã das crianças nos espaços educacionais.

Diante disso, o Sintero informa que solicitou audiência com os principais órgãos responsáveis pela segurança pública de Rondônia em busca de aprofundar o debate sobre a temática. O sindicato reforça que mantém permanente sua luta pelo fim da violência, seja ela de toda e qualquer forma e sugere como medidas urgentes a promoção de programas de conscientização e inibição da violência, criação de parcerias com a Polícia Militar para maior proteção dentro e fora da escola, disponibilização de ajuda psicológica aos atingidos pela violência, entre outras ações que podem auxiliar a escola a voltar a ser um ambiente saudável e seguro.

O Sintero se mantém firme enquanto defensor de uma escola pública de qualidade, que proporcione um ambiente seguro e acolhedor para todos/as e que, sobretudo, estabeleça condições humanas e estruturais que assegurem o direito à vida. Também se coloca à disposição a toda comunidade escolar para auxiliar no que for preciso e reivindica que os responsáveis pelas tentativas de ataques as escolas de Porto Velho sejam devidamente responsabilizados.

VEJA O OFÍCIO ABAIXO:

https://sintero.org.br/downloads/oficio-083-casa-civil-violencias.pdf

Acusado de estuprar as sobrinhas menores, homem é condenado a 27 anos prisão em Rondônia

A 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Rondônia manteve a condenação de um homem acusado de estupro de vulnerável contra duas sobrinhas. Ele respondia a dois processos e, em ambos, foi condenado a penas de 13 anos e 6 meses de reclusão, somando as penas de cada ação penal o réu foi condenado a 27 anos de reclusão em regime inicialmente fechado. Ele está provisoriamente preso pela necessidade de se garantir a ordem pública. O homem era considerado tio das vítimas, pois era casado com a tia das crianças.

Primeira denúncia

Segundo consta nos autos, o acusado no início do mês de abril de 2019, abusou sexualmente da sobrinha que tinha apenas 4 anos de idade. Ele teria introduzido o dedo e pênis na vagina dela.

O crime foi descoberto depois que a mãe da vítima começou a desconfiar quando notou que sua filha estava mais fechada. A criança passou a reclamar de dor nas partes íntimas e na barriga e não queria que a mãe desse banho, nem que passasse a mão nas suas partes íntimas.

Então, a mãe começou a conversar com a filha todos os dias, e, certa vez, a menina decidiu contar o que havia acontecido. A criança explicou que o tio havia “mexido” com ela e contou os detalhes do abuso. A mulher então levou a menina para o hospital e o médico confirmou que o fato realmente tinha acontecido. O laudo do exame concluiu que havia vestígios de prática libidinosa e que houve conjunção carnal. A mãe contou que o relacionamento com o acusado era bom, ele vivia em sua casa, brincava com as meninas e nunca desconfiou de nada.

Segunda vítima

Após a notícia de que o tio havia sido preso por abusar sexualmente da sobrinha, outra mãe, cunhada do acusado, buscou se informar para saber se a filha também tinha sido abusada. Ao conversar com a filha perguntando se havia acontecido alguma coisa, a menina, de 11 anos sempre negava. A mãe então brincou de “polícia e bandido” com a filha e sobrinha, para tentar saber mais detalhes. Em determinado momento, a menina começou a chorar e informou que o tio havia feito com ela o mesmo que fez com a sua prima (fazendo referência aos abusos sexuais). A criança disse que nunca falou sobre os abusos pois tinha medo.

Em depoimento especial colhido em juízo, ela afirmou que o tio também havia abusado dela. Relatou que quando tinha 5 anos, sua tia saiu para a casa de uma amiga e o tio grudou no seu braço, levou-a para o quarto dele, quando então tirou sua roupa e começou os abusos. O laudo pericial confirmou que a vítima, de apenas 10 anos à época do exame, possuía hímen rompido.

Testemunhas ouvidas em juízo afirmaram que ficaram surpresas e assustadas com o caso pois o acusado era conhecido como um bom homem, trabalhador e bom esposo.

A defesa do acusado solicitou a absolvição, porém os desembargadores mantiveram a pena de 27 anos de prisão, uma vez que o as provas no processo, a palavra das vítimas e das testemunhas constituem base suficiente para a manutenção da condenação do acusado nas penas do crime de estupro de vulnerável.

Participaram da sessão os desembargadores Osny Claro de Oliveira Junior (presidente), Valdeci Castellar Citon e Jorge Luiz dos Santos Leal.

TJ

Governo proibirá contratos com empresas envolvidas em atos golpistas

Manifestantes invadem Congresso, STF e Palácio do Planalto.

Empresas e pessoas físicas que participarem de atos antidemocráticos ficarão proibidas de contratar com a Administração Pública Federal. Essa é a posição da Advocacia-Geral da União (AGU), em parecer que publicado nesta quarta-feira (12) no Diário Oficial da União. O governo federal seguirá o posicionamento exposto no parecer.

No documento, que foi aprovado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a AGU afirma que o Estado pode impedir quem participa ou promove atos antidemocráticos de concorrer em licitações e contratar com órgãos do governo. A medida será obrigatória e deverá ser seguida por todos os setores do Poder Executivo Federal.

A AGU argumenta ainda que os atos atentatórios possuem alta carga de reprovabilidade na legislação brasileira e são incompatíveis com princípios constitucionais.

A regra que será publicada prevê que os órgãos terão prazo de cinco anos para abrirem processo contra empresas e pessoas envolvidas nos atos, a partir da ciência do fato. Após o fim do processo de responsabilização, a contratação poderá ser vetada pelo prazo de três a seis anos.

8 de janeiro

Após os atos de 8 de janeiro, a AGU também entrou na Justiça para pedir que os financiadores da tentativa de golpe sejam condenados ao pagamento de R$ 100 milhões por danos morais coletivos.

De acordo com o órgão, a ação envolve 54 pessoas físicas, três empresas, uma associação e um sindicato. Esses também são processados por danos materiais estimados em R$ 20 milhões, por financiarem o fretamento de ônibus para transportar os investigados para Brasília.

Formação de professores é entrave ao uso de tecnologia em sala de aula

Teletrabalho, home office ou trabalho remoto.

Estudo do British Council – organização internacional do Reino Unido para relações culturais e oportunidades educacionais – mostra que a formação docente é um dos mais graves empecilhos ao uso de tecnologia em laboratórios ou em sala de aula. Paralelamente a essa questão, as escolas brasileiras enfrentam problemas de infraestrutura.

Os dados constam do estudo O ensino de ciências da natureza e suas tecnologias na educação básica brasileira – um panorama entre os anos de 2010 e 2020, feito em parceria com a Fundação Carlos Chagas e lançado nesta quarta-feira (12). A pesquisa bibliográfica e documental tem o objetivo de inventariar e descrever aspectos fundamentais para o desenvolvimento da educação STEM (ciências, tecnologia, engenharia e matemática, na sigla em inglês).

Segundo o levantamento, o Centro de Inovação para a Educação Brasileira (Cieb) traz em seu site uma autoavaliação feita por mais de 100 mil professores brasileiros de educação básica, mostrando que não se sentem aptos a utilizar a tecnologia para nada além daquilo que fazem em sua vida pessoal.

“Há outro entrave de formação a ser superado o quanto antes: a maioria dos professores diz que não sabe utilizar a tecnologia para o seu próprio desenvolvimento profissional, ou seja, para fazer cursos online ou autoavaliação online. É uma competência a ser desenvolvida para que as ações de gestão deem mais resultados”, diz a pesquisa.

Em relação à infraestrutura, dois tipos principais de carências atrapalham as escolas: a baixa conectividade, desafio de porte para um país com a extensão territorial do Brasil, e a dificuldade de acesso a computadores, tablets e outros suportes. “Para se ter uma ideia, os países da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) têm uma média de cinco alunos por computador, enquanto no Brasil esse número sobe para 35 ou mais”, aponta o documento.

A pesquisa destaca que uma “questão crucial para o bom ensino de ciências é a formação continuada, que deveria complementar e atualizar conceitos num mundo sempre em mutação, com novas descobertas”.

“A forma de ensinar ciências tem mudado com celeridade, e o British Council busca compartilhar boas práticas do Reino Unido em ensino de STEM, incentivando trocas e parcerias com o Brasil”, disse, em nota, a diretora de Engajamento Cultural do British Council Brasil, Diana Daste. “Essa pesquisa tem o papel de fomentar reflexões e conversas que possam contribuir com os profissionais e pesquisadores no diálogo sobre as políticas públicas para ensino de ciências e tecnologia.”

Tecnologia e ciências

Segundo o levantamento, a computação pode colaborar fortemente com o aprendizado em outras áreas, como ciências da natureza. Além disso, é área estratégica para a sociedade contemporânea e uma das mais atrativas do mercado de trabalho.

No entanto, o estudo mostra que essa realidade ainda não foi transposta, como poderia, para o universo da educação. A pesquisa indica variação levemente declinante no número de matrículas para licenciaturas de ciências da computação entre 2015 e 2019. Pelos dados do Censo da Educação Superior, as maiores quedas se deram nas universidades estaduais e privadas, com decréscimo de 14,5% e 21,9% respectivamente, enquanto as federais tiveram crescimento de 104,8%.

De acordo com a análise, a explicação para esse quadro envolve algumas variantes, como a baixa atratividade financeira para a carreira docente. Existe, porém, a expectativa de que a implementação da Política Nacional de Educação Digital, aprovada em dezembro de 2022 e sancionada em janeiro de 2023, torne mais atrativa a carreira docente na área de ciências e tecnologia. O PL 4.513/2020 estabelece ações para ampliar o acesso à tecnologia em cinco frentes: inclusão digital, educação digital, capacitação, especialização digital e pesquisa digital.

Outro dado que chama a atenção é o aumento da presença do Ensino a Distância (EAD). Entre as licenciaturas selecionadas para o estudo, entre 2010 e 2019, os maiores crescimentos na EAD foram nas áreas de matemática (46,5%) e computação (46%).

As autoras da pesquisa levantam a possibilidade de a mobilização para abertura de cursos na área de matemática, além de necessária pela importância da disciplina e pela demanda por esse profissional, ser mais simples em termos de infraestrutura para as instituições de ensino superior. “Afinal, esse crescimento não foi acompanhado por disciplinas que, idealmente, demandam a montagem de laboratórios, como física, química e biologia, que exigem maior aporte financeiro para sua oferta”.

Modernização do ensino

A necessidade da modernização do ensino de ciências no país é um dado recorrente na pesquisa. Os pontos de atenção levantados incluem, por exemplo, o acesso reduzido a materiais de laboratório e os desafios enfrentados pelos docentes no processo de inserção e desenvolvimento do letramento científico na rotina da escola básica.

Outro cenário apontado é a necessidade de ambiente propício para a ampliação do currículo de ciências e tecnologias com assuntos interdisciplinares, que envolvam temas como gênero e raça.

Entre as recomendações que o estudo propõe, destaca-se como fundamental a ampliação da formação continuada e troca de experiências docentes.

Governo vai pagar o Piso dos Professores em maio

Mídia Rondônia – Em sua primeira reunião do ano com os trabalhadores em educação no Cone Sul, a presidente do Sintero, professora Leonilda Simão, garantiu que o governo de Rondônia pagará o Piso dos Professores em maio, incluindo os meses retroativos.

Entre as pautas esclarecidas na assembleia geral realizada nesta terça-feira (11), em Vilhena,  ela  informou que, o mesmo percentual usado para os professores de 14,95%, atenderá também os técnicos em educação. “Essa valorização é muito importante. Estamos aguardando o projeto chegar na Assembleia para que os técnicos sejam contemplados”, informou.

Ainda sobre os avanços nas negociações entre Sintero e Governo, a dirigente disse que o auxílio alimentação praticamente deverá dobrar.  Segundo ela, o Poder Executivo não pode tratar os servidores da educação de forma diferenciada em comparação às outras instituições rondonienses. “Nós temos uma disparidade muito grande em relação ao pagamento do auxílio alimentação. Estamos lutando para que haja uma equiparação, um tratamento isonômico para todos os servidores. Para se ter uma ideia, são entre cinco e seis valores pagos aos auxílios de forma diferenciada. Os menores valores são da educação e sáude. Por isso, estamos na luta pela equiparação dessa pauta”, explicou.

Ensino Médio Excludente

Durante sua fala, a presidente disse que o Sintero é pela revogação do novo Ensino Médio. Segundo ela, o modelo sobrecarrega os profissionais de educação e precariza o ensino público, provocando efeitos pervesos à saúde física e mental dos professores. De acordo com ela, os filhos da classe trabalhadora são os mais prejudicados, uma vez que o ensino é excludente e autoritário.

PENTI

Sobre os programas da Escola do Novo Tempo (PENTI) e das escolas que desenvolvem o Programa de Ensino Integral (PEI), ela destacou que o Sintero já se reuniu com a Seduc para tratar dessa pauta.

Informou que, durante visitas às escolas contempladas, a direção do sindicato ouviu reclamações generalizadas sobre diversas situações como ausência de formação específica aos profissionais em educação, pedido de melhorias nas estruturas das escolas e demais condições básicas para ofertar uma educação de qualidade. “O Sintero está atento e intervirá todas as vezes em que os trabalhadores forem penalizados”, finalizou a presidente em sua primeira rodada de visita ao Cone Sul em 2023.

Ministro exige de redes sociais retirada de mensagens de ameaça a escolas

Brasília (DF) 28/03/2023 Ministro da justiça, Flávio Dino, durante audiência na CCJ da Câmara dos Deputados.

O governo federal vai exigir que plataformas criem canais abertos e ágeis para atender solicitações das autoridades policiais sobre conteúdos com apologia à violência e ameaças a escolas nas redes sociais, como a retirada desses perfis, informou nesta segunda-feira (10) o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino.

O ministro cobrou ainda monitoramento ativo das plataformas em relação a ameaças. As plataformas serão notificadas formalmente nesta semana sobre os perfis e conteúdos suspeitos identificados pela pasta da Justiça em conjunto com as polícias dos estados.

Quem descumprir a notificação poderá sofrer sanções, como ser alvo de investigação da Polícia Federal e de medidas determinadas pelos ministérios públicos.

“Estamos vendo pânico sendo instalado no seio das escolas e das famílias e não identificamos ainda a proporcionalidade de reação das plataformas com essa epidemia de violência que ameaçam nossas escolas nesse momento”, disse em entrevista à imprensa. “Deixei claro na reunião que, se a notificação não for atendida, vamos tomar as providências policiais e judiciais contra as plataformas. Obviamente, não desejamos isso. Desejamos que as plataformas nos ajudem.”

O ministro reuniu-se hoje com representantes das empresas Meta, Kwai, Tik tok, Twitter, YouTube, Google e WhatsApp para debater ações de prevenção à violência nas escolas e evitar ataques como o ocorrido em uma creche em Blumenau, Santa Catarina, na semana passada, que levou à morte de quatro crianças e deixou várias feridas.

Até o momento, o ministério identificou mais de 511 perfis com divulgação de conteúdo violento contra escolas, identificados nos dias 8 e 9 de abril, somente no Twitter.

De acordo com o ministro, para não retirar o conteúdo e os perfis, as empresas argumentam respeito aos termos de uso e liberdade de expressão. Dino citou um caso em que foi solicitada a retirada de perfis com nome e fotos de homicidas. A plataforma alegou que somente pode derrubar se o perfil postar alguma mensagem de apologia à violência.

O ministro ressaltou que os termos de uso “não se sobrepõem à Constituição, à lei, não são maiores que a vida das crianças e adolescentes brasileiros”.

“Estamos em uma fronteira em que oportunistas vão ensaiar o argumento falso de que nós estamos tentando, de algum modo, limitar a chamada liberdade de expressão. Liberdade de expressão não existe para veicular imagens de adolescentes mutilados. Não existe liberdade de expressão para quem está espalhando pânico e ameaças contra escolas. Não existe liberdade de expressão para quem quer matar crianças nas escolas. Não há termo de uso que consiga, juridicamente, servir de escudo para quem quer se comportar de maneira irresponsável”, afirmou.

Sobre o funcionamento do algoritmo das redes e o fato de recomendarem a visualização de conteúdos violentos, o ministro ressaltou que as plataformas devem ser responsabilizadas por esse tipo de recomendação. “Não estamos dizendo que as plataformas de tecnologia são as únicas responsáveis pelo discurso de ódio nas escolas. Sabemos que há múltiplas determinações. Porém, não há dúvida de que, no modo como a sociedade contemporânea se estrutura, um nó fundamental, um elo fundamental na cadeia da violência nas escolas está exatamente na propagação desse discurso por intermédio dessas postagens”, disse.

O Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab), do Ministério da Justiça, registrou grande circulação, no Brasil e no exterior, de mensagens com conteúdo de violência referente ao dia 20 de abril. Na entrevista, Flávio Dino descartou risco de ataques na data e ressaltou que a pasta faz monitoramento diário.

“Não há nenhuma razão, neste momento, para pânico. O que há é necessidade de fortalecimentos dos mecanismos institucionais e é decisivo o comportamento das plataformas de tecnologia para que possamos ter uma prevenção geral”, disse. No dia 20 de abril de 1999, ocorreu o massacre na escola Columbine, nos Estados Unidos.

Outro lado

Agência Brasil entrou em contato com as assessorias da Meta (Instagram e o Facebook) e do Google (que controla o YouTube), mas ainda não recebeu manifestação.

A reportagem busca também contato com representantes do Tik Tok e do Twitter. O último não tem mais assessoria de comunicação no Brasil.

CFM proíbe prescrição médica de anabolizante para fins estéticos

Anabolizantes, saúde, corpo, força, reposição

O Conselho Federal de Medicina (CFM) proibiu a prescrição médica de terapias hormonais com esteroides androgênicos e anabolizantes com finalidade estética, para ganho de massa muscular ou melhora do desempenho esportivo. Segundo a entidade, a decisão foi tomada em razão da inexistência de comprovação científica suficiente que sustente o benefício e a segurança do paciente. A resolução foi publicada nesta terça-feira (10) no Diário Oficial da União.

A medida destaca a inexistência de estudos clínicos randomizados de boa qualidade metodológica que demonstrem a magnitude dos riscos associados à terapia hormonal androgênica em níveis acima dos fisiológicos, tanto em homens quanto em mulheres, além da ausência de comprovação científica de condição clínico-patológica na mulher decorrente de baixos níveis de testosterona ou androgênios.

Riscos

Por meio de nota, o conselho alerta para os riscos potenciais do uso de doses inadequadas de hormônios e a possibilidade de efeitos colaterais danosos, ainda que com o uso de doses terapêuticas, especialmente em casos de deficiência hormonal não diagnosticada apropriadamente.

Dentre os efeitos adversos possíveis estão os cardiovasculares, incluindo hipertrofia cardíaca, hipertensão arterial sistêmica e infarto agudo do miocárdio; aterosclerose; estado de hipercoagulabilidade; aumento da trombogênese e vasoespasmo; doenças hepáticas como hepatite medicamentosa, insuficiência hepática aguda e carcinoma hepatocelular; transtornos mentais e de comportamento, incluindo depressão e dependência; além de distúrbios endócrinos como infertilidade, disfunção erétil e diminuição de libido.

De acordo com o CFM, a percepção é corroborada pelas sociedades brasileiras de Endocrinologia e Metabologia, de Medicina do Esporte e do Exercício, de Cardiologia, de Urologia, de Dermatologia, de Geriatria e Gerontologia e pelas federações brasileiras de Gastroenterologia e das Associações de Ginecologia e Obstetrícia, que emitiram nota conjunta cobrando a regulamentação do uso de esteroides anabolizantes e similares para fins estéticos e de performance.

Entenda

A resolução do conselho regulamenta que a prescrição médica de terapias hormonais está indicada em casos de deficiência específica comprovada, de acordo com a existência de nexo causal entre a deficiência e o quadro clínico, cuja reposição hormonal proporcione benefícios cientificamente comprovados, sendo “vedada ao médico a prescrição de medicamentos com indicação ainda não aceita pela comunidade científica”.

O uso de terapias hormonais com a finalidade de retardar, modular ou prevenir o envelhecimento permanece vedado.

A publicação prevê a prescrição de esteroides androgênicos e anabolizantes como justificada para o tratamento de doenças como hipogonadismo, puberdade tardia, micropênis neonatal e caquexia, podendo ainda ser indicada na terapia hormonal cruzada em transgêneros e, a curto prazo, em mulheres com diagnóstico de desejo sexual hipoativo.

O Conselho Federal de Medicina também define que, no exercício da medicina, ficam proibidas a prescrição e a divulgação de hormônios anunciados como bioidênticos em formulação nano ou com nomenclaturas de cunho comercial sem a devida comprovação científica de superioridade clínica para a finalidade prevista, assim como de moduladores seletivos do receptor androgênico para qualquer indicação. A vedação está de acordo com o entendimento da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Abuso

Segundo o conselho, é crescente o número de pessoas utilizando esse tipo de medicação de forma ilícita. O CFM relata ainda um aumento na administração do hormônio do crescimento (GH) de forma abusiva por atletas, amadores e profissionais, como droga ergogênica, motivo pelo qual o hormônio foi incluído na lista de substâncias anabolizantes da Anvisa e no rol de drogas proibidas no esporte pela Agência Mundial Anti-Doping.

“Drogas ergogênicas tendem a melhorar o desempenho físico retardando a fadiga, impulsionando o ganho de massa muscular (propriedade anabolizante) e a quebra de gordura (propriedade lipolítica)”, destacou o CFM.

A resolução determina, também, que permanece proibida ao médico a adoção experimental de qualquer tipo de terapêutica não liberada para uso no Brasil sem a devida autorização dos órgãos competentes e sem o consentimento do paciente ou de seu responsável legal, que devem estar devidamente esclarecidos

A restrição também se estende à realização de cursos, eventos e publicidade com o objetivo de estimular o uso ou fazer apologia a possíveis benefícios de terapias androgênicas com finalidades estéticas, de ganho de massa muscular ou de melhora na performance esportiva.

“Esse item assume relevância diante da proliferação de atividades de extensão, educação continuada e pós-graduação sobre terapias hormonais cuja base é o treinamento de profissionais para prescrição de hormônios e outros tratamentos ainda sem comprovação científica”, concluiu o conselho.

PM prende jovem armado em frente à escola aguardando para matar aluno

A PM rondoniense prendeu um jovem armado e apreendeu dois adolescentes, no final da manhã desta segunda-feira (10), em frente à escola Flora Calheiros, na rua Assis Chateubriand, no bairro Esperança Comunidade, zona leste de Porto Velho.

A abordagem foi realizada como parte do policiamento mais ostensivo, desencadeado para prevenir ameaças realizadas em redes sociais de ataques em escolas.

Ao realizarem patrulhamento na região, os militares observaram três rapazes e decidiram abordar, mas inicialmente eles não atenderam a determinação. Em uma nova tentativa eles acabaram acatando as ordens.

Em revista pessoal uma arma de fabricação caseira foi encontrada na cintura do jovem, que tem 18 anos. Questionado, ele disse que seria para matar um desafeto, que é estudante e morador do condomínio Orgulho do Madeira.

Os três foram detidos e encaminhados para o Departamento de Flagrantes.

Rondoniagora

Ministro da Justiça associa terroristas dos atentados de 8 de janeiro a assassinos de crianças em escolas

Agenda do Poder – O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, disse que a “ideia de violência extremista” liga golpistas políticos que invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes da República, em 8 de janeiro, a assassinos de crianças em escolas e creches.

“Tem influência da ideia de violência extremista a qualquer preço, a qualquer custo”, disse Dino, nesta segunda-feira (10/4), em conversa com jornalistas na saída do evento no Palácio do Planalto que marcou os primeiros 100 dias de governo Lula.

Dino falava sobre as consequências e investigações sobre os atos golpistas de 8 de janeiro, quando militares bolsonaristas inconformados com a derrota eleitoral invadiram o Palácio do Planalto, o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal (STF).

“Do ponto de visto político eu posso dizer que já melhorou muito, em relação às questões democráticas”, começou o ministro. “Se nós olharmos 100 dias atrás, havia muitas indagações em relação às condições de governabilidade. O extremismo político acabou fazendo com que se ampliasse o apoio ao governo, não só social como institucional”, continuou ele, que em seguida falou sobre o que vê como relação entre aqueles eventos e os ataques a escolas e creches,  como o que ocorreu em Blumenau na semana passada, deixando quatro crianças mortas.

“A questão hoje remanescente é a responsabilização das pessoas que engendraram esse planejamento golpista durante meses e os ecos, as reverberações da violência que permanecem. Por exemplo, estamos agora às voltas com essas ameaças relativas a escolas. Nós temos uma ligação entre uma coisa e outra”, avaliou Dino. “Tem influência da ideia de violência extremista a qualquer preço, a qualquer custo. O ethos, o paradigma de organização do mundo que golpistas políticos e agressores de crianças, assassinos de crianças têm é o mesmo. É a mesma matriz de pensamento, a matriz da violência”, afirmou o ministro da Justiça.

“Então, nós temos uma luta cotidiana, porque nesse aspecto o nível de destruição foi muito grande. E a resposta que nos cabe é a resposta da responsabilização. É dar punição para essas pessoas que violam a lei e, claro, dar prevenção, como nós estamos fazendo cotidianamente”, concluiu Flávio Dino. As informações são do Metrópoles.

Ataque em escola de Manaus deixa duas estudantes e uma professora feridas a facadas

Um aluno do 7º ano do ensino fundamental do colégio particular Adventista, da zona Sul de Manaus, feriu ao menos três pessoas em um ataque escolar nesta segunda-feira (10), informa o portal local A Crítica.

Segundo relatos de estudantes que testemunharam a cena, o agressor chegou na sala de aula e disse “cheguei, querida”. Então, puxou uma faca e começou a desferir golpes contra uma de suas colegas. Ele também feriu outra aluna e uma professora – as agressões apenas teriam cessado pois outros alunos interviram na situação, de acordo com um relato de um estudante ouvido pelo portal Amazonas Atual.

A ocorrência mobilizou a Polícia Militar, o Corpo de Bombeiros, o Samu e o Conselho Tutelar, que se dirigiram ao local. Um bombeiro afirmou que as três pessoas foram feridas apenas com escoriações.

Este é o terceiro ataque em escolas no Brasil apenas em 2023. Uma creche de Blumenau (SC) e uma escola estadual de São Paulo também foram alvos de atentados no último mês, ambos deixando vítimas fatais.

www.brasil247.com - Ambulância foi acionada para socorrer pessoas feridas