O vice-governador de Rondônia, Sérgio Gonçalves, concedeu uma entrevista reveladora a uma rede estadual de rádio na manhã desta segunda-feira (10). Na ocasião, ele rompeu o silêncio e falou abertamente sobre temas considerados polêmicos no cenário político estadual, entre eles a acusação de que teria sido chamado de “traidor” pelo governador Marcos Rocha.
Ao abordar o assunto, Sérgio devolveu a crítica ao vivo e questionou a acusação feita pelo chefe do Executivo. “O que é ser traidor e por que eu sou traidor?”, questionou Gonçalves, afirmando que sempre atuou com honestidade e compromisso com Rondônia nos cargos públicos que exerceu.
Questionado sobre o motivo de não ter conseguido fazer mais enquanto vice-governador, Sérgio Gonçalves afirmou que não houve espaço político dentro da atual gestão para uma atuação mais efetiva.
Segundo ele, acabou ficando refém de assessores que, em vez de trabalhar pelo estado, teriam criado narrativas conspiratórias contra sua atuação e também contra seu irmão, Júnior Gonçalves, ex-chefe da Casa Civil. “Houve mais disputa interna e menos foco em resultados para Rondônia”, afirmou.
Pré-candidatura
Durante a entrevista, o vice-governador confirmou sua pré-candidatura ao governo de Rondônia pelo União Brasil, reafirmando propostas voltadas a áreas estratégicas, como segurança pública, saúde e gestão de pessoas.
Sobre a composição da chapa, Sérgio disse que o nome do eventual vice pode vir do PP, partido que mantém um arco de alianças com o União Brasil no estado.
Sérgio Gonçalves também elogiou o trabalho da deputada federal Sílvia Cristina, destacando sua atuação política, mas fez críticas à atual gestão estadual, que, segundo ele, deixa a desejar em eficiência administrativa.
Usando uma metáfora, o vice-governador defendeu que o governo precisa ser conduzido com visão empresarial, e não apenas por interesses de poder. “O navio precisa de um comandante com visão empresarial. Governo que não se aprimora, que não melhora seus processos, tende a fracassar. Empresa que não presta um bom serviço, acaba fechando”, declarou.
A entrevista marcou um novo posicionamento público de Sérgio Gonçalves, que até então vinha mantendo discrição diante dos conflitos internos do governo.





