Enquanto a velha política aposta em carisma, a Primeira-Dama converte pratos de comida e enxovais em um exército de eleitores fiéis. Os números da SEAS projetam uma votação nunca vista para a Câmara Federal.
Nos bastidores do Palácio Rio Madeira, um dossier circula silenciosamente e tem tirado o sono dos caciques partidários tradicionais. Os dados não mentem: Rondônia está prestes a testemunhar a ascensão da maior força política feminina de sua história. E ela não vem dos palanques tradicionais, mas da mesa de jantar das famílias mais pobres.
Luana Rocha, atual Primeira-Dama e titular da SEAS, deixou de ser apenas a “esposa do governador” para se tornar uma máquina de execução de políticas públicas. Mas o que assusta a oposição — e até aliados ciumentos — é a conversão disso em capital eleitoral.
Até hoje, o teto de vidro para mulheres na política de Rondônia foi alto. Tivemos deputadas estaduais recordistas (como o fenômeno Ieda Chaves em 2022, com 53 mil votos) e federais consagradas (como Marinha Raupp e Silvia Cristina). Eram fenômenos de popularidade. Luana, porém, é um fenômeno de necessidade e gratidão.
Enquanto as recordistas anteriores pediam votos com base em promessas ou simpatia, Luana Rocha construiu uma base sólida em cima de entregas tangíveis.
Analistas políticos apontam que a capilaridade dos programas sociais sob sua batuta criou uma “rede de proteção” que funciona também como uma rede de votos:
- Prato Fácil: Não é apenas comida a R$ 2,00; é a presença diária do nome “Luana” na rotina de milhares de rondonienses em insegurança alimentar.
- Mamãe Cheguei: Ao entregar enxovais e cuidado a gestantes, Luana fidelizou a demografia mais influente dentro de um lar: as mães.
- Mulher Protegida: O auxílio financeiro para vítimas de violência criou um vínculo emocional que transcende a política partidária.
Projeções internas indicam que a taxa de aceitação de Luana em municípios do interior, onde a assistência social é a única presença do Estado, supera a de qualquer outro político em atividade hoje. Se a conversão de votos seguir a média histórica de secretários atuantes, Luana Rocha não apenas será eleita; ela ameaça tornar o recorde anterior de votação feminina uma nota de rodapé na história.
O Poder da Mulher
O eleitorado feminino em Rondônia, historicamente decisivo, encontrou em Luana não uma representante distante, mas uma executiva que “resolve”. A narrativa mudou: não se trata mais de votar em mulher por representatividade, mas por sobrevivência e eficiência.
Se confirmada sua candidatura em 2026, a pergunta em Brasília não será “se” ela vai ganhar, mas “quantos” deputados ela puxará consigo através do quociente eleitoral. O “Furacão Luana” já passou pela SEAS. Agora, ele mira as urnas. E quem estiver no caminho, que se cuide: quem trai o povo, trai a si mesmo, mas quem alimenta o povo, governa.






