A Polícia Civil de Rondônia prendeu em flagrante, na manhã desta sexta-feira (10), R.A.J., apontado como autor do homicídio do pedreiro Maikon Douglas Ferreira Kanopp, de 36 anos. A prisão ocorreu poucas horas após o crime, registrado durante a madrugada na Avenida Perimetral, nas proximidades do Residencial Maria Moura, em Vilhena.
A ação foi coordenada pela Delegacia Especializada em Repressão aos Crimes Contra a Vida (DERCCV) e contou com o apoio da Polícia Penal, cuja atuação foi considerada fundamental para a rápida identificação do investigado.
Logo após a comunicação do crime pela Polícia Militar, equipes da Polícia Civil iniciaram diligências ininterruptas para esclarecer a dinâmica dos fatos. Imagens de câmeras de monitoramento instaladas na região permitiram reconstituir os últimos momentos da vítima e identificar pessoas que estiveram com ela antes do homicídio.
Como Maikon utilizava tornozeleira eletrônica, a DERCCV solicitou apoio da Polícia Penal, responsável pelo monitoramento eletrônico. Os dados fornecidos revelaram o trajeto percorrido pela vítima antes do crime e apontaram que o suspeito permaneceu em sua companhia pouco antes do assassinato.
As informações também mostraram que R.A.J. esteve exatamente no local onde o crime aconteceu e, logo depois, seguiu a pé até um terreno baldio na Rua 102-10.
Durante as buscas, os policiais localizaram uma faca quebrada, sem cabo, abandonada no terreno indicado pelo monitoramento. O objeto foi apreendido e encaminhado para exames periciais, já que há suspeita de ter sido utilizado no homicídio.
Nas proximidades da cena do crime, a equipe também encontrou uma bicicleta de cor rosa. Posteriormente, o próprio investigado informou que o veículo pertencia à vítima. A bicicleta também foi apreendida para realização de perícia.
Com o avanço das investigações, os policiais localizaram R.A.J. no cruzamento da Avenida Perimetral com a Avenida 743. Inicialmente, ele afirmou apenas ter presenciado o homicídio e atribuiu a autoria a uma terceira pessoa, sem apresentar qualquer informação que permitisse localizar o suposto envolvido.
No entanto, diante da convergência entre as imagens de monitoramento, os registros do sistema de monitoramento eletrônico, os vestígios encontrados e demais elementos reunidos pela investigação, a Polícia Civil efetuou a prisão em flagrante.
Já na sede da DERCCV, antes mesmo do interrogatório formal, R.A.J. mudou sua versão e confessou espontaneamente a autoria do crime. Segundo a Polícia Civil, a confissão é compatível com as provas obtidas durante as diligências.




