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29 outubro 2026

Saiba o que políticos sionistas brasileiros foram fazer em Israel

As delegações de autoridades municipais e estaduais brasileiras que estão retidas em Israel por causa da guerra com o Irã participariam de um evento promovido pelo governo do país, com foco em representantes de nações de língua portuguesa.

O grupo de brasileiros está, agora, abrigado em um bunker dentro de um hotel. Ao todo, 41 autoridades participam da viagem, incluindo o governador de Rondônia, Marcos Rocha, os prefeitos de João Pessoa, Belo Horizonte, Uberlândia, Nova Friburgo, Santarém, a vice-prefeita de Goiânia, além de secretários do governo de Goiás e representantes do Distrito Federal.

O encontro, chamado Muni Israel, teve início no dia 9 e estava previsto para encerrar em 20 de junho. A atividade é organizada pela Mashav, a agência israelense de cooperação internacional vinculada ao Ministério das Relações Exteriores de Israel, em parceria com o Consórcio Brasil Central.

Todos foram de jabá — ou seja, com tudo pago –, como parte da propaganda sionista. É turnê para limpar a imagem do país enquanto ocorre a carnificina em Gaza. O Mashav foi fundado em 1958 pela então ministra das Relações Exteriores Golda Meir, depois primeira-ministra.

O convite às autoridades brasileiras vendia o peixe de que o objetivo do evento era reunir chefes de governos locais e gestores municipais para “compartilhar experiências sobre temas como segurança cidadã, governança em situações de emergência e parcerias entre municípios, universidades e empresas”.

As agendas incluíam debates, passeios a kibutzim e visitas técnicas e reuniões com autoridades locais. Também estava prevista participação na Expo Muni Israel 2025 e jantares em Jerusalém e Galileia. A Expo Muni é uma picaretagem que “visa conectar cidades globais e autoridades locais de todo o mundo com aquelas em Israel, com foco em vida urbana, inovação e sustentabilidade”.

Entre os tópicos discutidos nas conferências estavam “ecossistemas para o desenvolvimento municipal”, tanto em áreas urbanas quanto rurais, e “liderança municipal diante da complexidade da situação regional”.

O material enviado aos patriotas detalhava ainda sugestões de como contratar seguro de saúde, informações sobre o clima e recomendações de vestimenta — especialmente para a Expo, que contaria com a presença do presidente israelense, Yitzhak Herzog.

O grupo de brasileiros está, agora, abrigado em um bunker dentro de um hotel. Ao todo, 41 autoridades participam da viagem, incluindo o governador de Rondônia, Marcos Rocha, os prefeitos de João Pessoa, Belo Horizonte, Uberlândia, Nova Friburgo, Santarém, a vice-prefeita de Goiânia, além de secretários do governo de Goiás e representantes do Distrito Federal.

Sem querer perder a boquinha, a primeira-dama do Distrito Federal, Mayara Rocha, deu um jeito de entrar no rolê e quase morreu com a interceptação de um míssil. Com instinto de sobrevivência apurado e sabe Deus que contatos, ela abandonou acompanhantes e secretários e deu um jeito de voltar ao Brasil correndo.

Não há previsão de retorno para eles. O Ministério das Relações Exteriores informou que mantém contato com o governo israelense e também com autoridades da Jordânia, buscando alternativas para uma possível evacuação terrestre caso o deslocamento aéreo siga inviável.

“Até o momento, autoridades israelenses têm aconselhado as comitivas estrangeiras a permanecerem no país, até que as condições permitam qualquer deslocamento desses grupos por via aérea ou terrestre”, informou o Itamaraty.

Entre as atividades que estavam programadas para os próximos dias, estava uma visita à área periférica da Faixa de Gaza, com encontros voltados ao tema “trauma, resiliência e reabilitação”. O grupo ouviria relatos de moradores do lado israelense, claro.

Os patriotas seguem acompanhadas pela Embaixada do Brasil em Israel, que aguarda liberação do espaço aéreo para organizar o retorno. (DCM)

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