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10 abril 2026

Médico acusado de matar a mulher envenenada está preso por culpa da mãe, diz advogado

Folha de São Paulo- “O filho, inocente, está preso por culpa exclusiva da mãe”, diz o advogado Júlio Mossin, defensor de Luiz Antonio Garnica, 38. O médico foi preso no mês passado em Ribeirão Preto (a 313 km da capital paulista) sob suspeita de envolvimento na morte de sua mulher, a professora de pilates Larissa Talle Leôncio Rodrigues, 37.

A mãe de Luiz, Elizabete Arrabaça, 67, também é suspeita de ter participação na morte de Larissa. A professora morreu em março deste ano no apartamento do casal, no Jardim Botânico, zona sul da cidade do interior paulista. Um exame toxicológico apontou a presença de chumbinho no corpo dela.

De acordo com Mossin, a motivação da sogra para cometer o crime seria financeira. “A causa é patrimonial, em virtude de dívidas de Elizabete em bancos e vício em jogos.”

O advogado de Elizabete, Bruno Correa Ribeiro, negou o envolvimento dela no crime.

O plano inicial de Elizabete, segundo o advogado de Luiz, seria matar o próprio filho. “Só que, se ela tira a vida do Luiz, parte do patrimônio vai para Larissa já que eles eram casados. Ao passo que, se ela tira a vida da Larissa, como ela fez, envenenando, sobra o filho, que voltaria a ajudá-la. O filho parou de ajudá-la financeiramente em dezembro de 2024”, afirmou Mossin.

O advogado disse ainda que Elizabete teria furtado dinheiro do médico e joias da filha, Nathalia Garnica, 42, que faleceu em fevereiro. A polícia suspeita que ela também possa ter sido envenenada.

“Tudo no sentido de ter patrimônio, de ter dinheiro, por causa dos vícios e das dívidas que devem ultrapassar os R$ 300 mil. Agora vai ter quebra de sigilo bancário e vai esclarecer melhor isso”, afirmou Mossin.

Ao longo da investigação da morte de Larissa, o delegado responsável pelo caso, Fernando Bravo, desconfiou da morte de Nathalia e pediu a exumação do corpo dela. A análise foi realizada em 23 de maio.

A Folha de S.Paulo apurou que o laudo do exame apontou que a irmã de Luiz também morreu depois de ingerir chumbinho.

Mossin disse que Elizabete seria a única beneficiária de uma previdência privada deixada pela filha, que não era casada nem tinha herdeiros. A mãe herdaria metade dos bens dela.

No início de maio, Elizabete divulgou uma carta de próprio punho em que relata que a filha teria ingerido o mesmo veneno que a nora.

Nathalia chefiava a Vigilância Sanitária do município de Pontal, a cerca de 30 quilômetros de Ribeirão Preto, e teria obtido dois vidrinhos do veneno, de acordo com a mãe, a pedido de donos de chácaras que se queixavam da presença de ratos na região.

Elizabete afirmou ter colocado na bolsa remédios como dipirona e omeprazol e que não se sentia bem no dia em que foi ao apartamento de Larissa. A sogra disse que ingeriu duas cápsulas de omeprazol e que a nora pediu para tomar também para melhorar do estômago.

A mãe do médico disse que alguém, que ela não sabe quem, teria posto o chumbinho no vidro de um dos remédios que ela carregava na bolsa.
Bruno Correa Ribeiro, defensor de Elizabete Arrabaça, disse que a cliente nega as acusações.

“A senhora Elizabete não só nega ter qualquer participação nas mortes tanto da Larissa quanto da filha Natália [sic], como nega totalmente qualquer furto feito a um numerário do filho e joias pertencentes à filha. Ela nega totalmente isso”, afirmou o advogado.

O defensor admitiu que a cliente enfrenta problemas financeiros. “No que diz respeito às dificuldades financeiras, realmente isso procede. Ela tem uma situação financeira com algumas dívidas em instituições bancárias. Ainda não temos nenhuma prova nesse sentido, mas os familiares acreditam que ela pode sim ter algum tipo de vício em jogos. Mas nada comprovado porque isso depende de quebra de sigilo bancário.”

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