37 C
Porto Velho
22 julho 2026

Após reprovação em exame, médicos podem ficar sem registro

O CFM (Conselho Federal de Medicina) estuda editar uma norma para impedir o registro profissional de formandos reprovados no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed). A proposta, que já recebeu aval da plenária do órgão, ainda depende de deliberação final e poderá exigir que o candidato apresente a nota do exame no momento da inscrição nos conselhos regionais.

A iniciativa ganhou força após a divulgação dos resultados do Enamed, que apontaram desempenho insatisfatório em parte relevante dos cursos avaliados. Dos 351 cursos analisados, 107 tiveram menos de 60% dos alunos considerados proficientes.

No universo regulado pelo Ministério da Educação (MEC), 99 faculdades ficaram nos conceitos 1 ou 2 e poderão sofrer sanções administrativas, como redução de vagas ou suspensão do vestibular. O presidente do CFM, José Hiran Gallo, afirmou que os dados representam um “risco à saúde e à segurança” da população.

“Quando mais de 13 mil egressos dos cursos de Medicina obtêm desempenho considerado crítico e insuficiente pelo próprio MEC, estamos diante de um problema gravíssimo”, declarou, ao defender uma avaliação obrigatória para o exercício da profissão.

Sede do CFM. Foto: Divulgação

O debate reacendeu a proposta de criação de uma espécie de “OAB da Medicina”, em discussão no Congresso. Enquanto entidades ligadas às instituições de ensino criticaram a metodologia do exame, o CFM e outras organizações da área reforçaram a necessidade de uma prova compulsória para autorizar o registro profissional de médicos recém-formados.

Paralelamente, o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeirareconheceu uma falha na divulgação preliminar dos dados às faculdades. Segundo o instituto, houve “inconsistência” na nota de corte apresentada no sistema e-MEC, que considerou 58 pontos, enquanto o MEC adotou oficialmente 60 pontos para definir a proficiência nos resultados finais.

O presidente do Inep, Manuel Palacios, afirmou que as notas individuais divulgadas aos participantes estão corretas e anunciou prazo de cinco dias para recursos das instituições. Representantes de faculdades e entidades do setor educacional criticaram a mudança de critérios após a aplicação da prova e avaliam questionar judicialmente o processo, alegando insegurança jurídica e falta de transparência.

VÍDEOS: Estudante de Cacoal representará Rondônia em seletiva nacional de atletismo

Luan Vitor Scharff Barbosa, de 16 anos, será o...

Cobra cascavel é encontrada perto de casas e assusta moradores de bairro em Rondônia

Uma cobra cascavel de mais de um metro de...

Bandido leva 30 segundos para matar ciclista à luz do dia e diz que crime foi a ‘mando do diabo’

Imagens feitas por câmeras de segurança ajudaram a Polícia...

Empregos com carteira assinada crescem 106% em Ariquemes no 1º trimestre

Ariquemes registrou um crescimento de 106% nas contratações com...

Mulher é baleada dentro de carro e diz não saber de onde saiu o tiro

Uma mulher de 31 anos, Eliane P.S., 31 anos,...

PSOL avança na construção de alianças e anuncia convenção

Faltando poucos dias para a convenção estadual que oficializará...

Quarta será de sol, calor e chuva em RO

A quarta-feira (22) será de tempo quente, com sol...

Carro com pane escondia mais de 30 kg de maconha em RO

Um carro parado às margens de uma avenida devido...

Campanhas ao Governo de RO poderão gastar até R$ 6,2 milhões

Candidatos ao Governo de Rondônia poderão gastar até R$...

Homem é atacado a tiros em Vilhena

Um homem de 27 anos foi vítima de uma...

Terça-feira de calor, sol e pancadas de chuva em RO

Mídia Rondônia - A terça-feira (21) será marcada por calor,...

Irregularidades barram licitação milionária do Detran

Vários indícios de irregularidades na estrutura da contratação e...

Adolescente é morto em ação da PM contra roubos em RO

Na manhã de sábado, denúncias informaram que três suspeitos...