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14 junho 2026

Protestos de bolsonaristas atrasam escoamento da produção de milho

(Reuters) – Caminhoneiros e outros manifestantes que protestam contra a derrota eleitoral de Jair Bolsonaro estão dificultando o transporte de milho no Estado de Mato Grasso, coração da produção agrícola do Brasil, disseram dois produtores nesta segunda-feira (21).

A Polícia Rodoviária Federal do Mato Grosso relatou 11 manifestações na manhã desta segunda-feira, com estradas interditadas ou parcialmente interditadas em quatro rodovias federais que interligam fazendeiros e instalações de processamento de grãos.

O procurador-geral da República, Augusto Aras, disse que oficiará o governador do Estado de Mato Grosso para que este possa requerer o apoio da Força Nacional para o desbloqueio de rodovias que cortam o Estado.

Os protestos dificultaram o transporte de parte do milho dos agricultores para os portos e armazéns, mas as quantidades afetadas não puderam ser determinadas. A desaceleração pode ter efeitos indiretos, já que os armazéns precisam ser esvaziados antes da colheita de soja em janeiro.

“Na verdade agora é correr contra o tempo. Limpar os armazéns de milho para poder iniciar a colheita de soja”, disse o agricultor Evandro Lermen, do Mato Grasso, à Reuters.

Os bloqueios também estão atrasando as entregas de insumos agrícolas necessários para o plantio da segunda safra de milho no início do ano que vem, acrescentou.

Embora o produtor Cayron Giacomelli apoie a causa dos manifestantes, ele disse que os bloqueios atrapalham o carregamento do seu milho, o que o impede de receber o pagamento referente às suas entregas pendentes.

“Nós damos total apoio [aos manifestantes], mas nós estamos sendo prejudicados sim”, disse Giacomelli.

Manifestações de caminhoneiros e outros apoiadores de Bolsonaro começaram depois que Luiz Inácio Lula da Silva venceu a eleição de 30 de outubro. Ele toma posse em 1º de janeiro.

Os protestos dificultaram o transporte de parte do milho dos agricultores para os portos e armazéns, mas as quantidades afetadas não puderam ser determinadas. A desaceleração pode ter efeitos indiretos, já que os armazéns precisam ser esvaziados antes da colheita de soja em janeiro.

“Na verdade agora é correr contra o tempo. Limpar os armazéns de milho para poder iniciar a colheita de soja”, disse o agricultor Evandro Lermen, do Mato Grasso, à Reuters.

Os bloqueios também estão atrasando as entregas de insumos agrícolas necessários para o plantio da segunda safra de milho no início do ano que vem, acrescentou.

Embora o produtor Cayron Giacomelli apoie a causa dos manifestantes, ele disse que os bloqueios atrapalham o carregamento do seu milho, o que o impede de receber o pagamento referente às suas entregas pendentes.

“Nós damos total apoio [aos manifestantes], mas nós estamos sendo prejudicados sim”, disse Giacomelli.

Manifestações de caminhoneiros e outros apoiadores de Bolsonaro começaram depois que Luiz Inácio Lula da Silva venceu a eleição de 30 de outubro. Ele toma posse em 1º de janeiro.

Os produtores do Brasil têm sido um eleitorado chave para Bolsonaro, mas nem todos apoiam as manifestações contínuas.

Empresas globais como Cargill, Bunge e Cofco operam em Mato Grosso.

No porto de Paranaguá, no Paraná, o bloqueio de uma via de acesso ocasionou uma longa fila de caminhões a partir de domingo. Mas a via foi liberada no começo da tarde de segunda-feira, de acordo com um agente portuário e uma associação que representa as empresas que operam em Paranaguá.

Segundo essas fontes, o protesto não chegou a afetar o fluxo de mercadorias. As autoridades brasileiras também estão tentando conter as manifestações em Estados como Santa Catarina, Pará e Rondônia.

O produtor Endrigo Dalcin disse que resta pouco milho e soja para movimentar no Mato Grosso, mas disse que o armazenamento da próxima safra de soja pode ser prejudicado se os protestos continuarem.

(Reportagem de Ana Mano)

 

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