O jornalista Fábio Camilo voltou atrás após divulgar, em suas redes sociais, que o governador de Rondônia, coronel Marcos Rocha (União Brasil), deixaria o cargo no dia 31 de dezembro para disputar uma vaga ao Senado, sendo substituído pelo vice-governador Sérgio Gonçalves. A informação, que ganhou ampla repercussão política e nas redes, acabou sendo desmentida pelo próprio comunicador, que admitiu ter divulgado uma fake news.
Em um vídeo considerado confuso, Fábio Camilo reconhece que, ao tomar conhecimento de uma suposta informação de bastidores, decidiu publicá-la de imediato em suas redes sociais, sem a devida confirmação oficial. Segundo ele, a notícia de que Marcos Rocha entregaria o comando do Palácio Rio Madeira foi divulgada de forma precipitada, o que o levou posteriormente a gravar um novo vídeo assumindo o erro.
O recuo do jornalista ocorreu após o próprio governador Marcos Rocha comunicar oficialmente ao seu secretariado a desistência da candidatura ao Senado nas próximas eleições. Com a decisão, Rocha garantiu que permanecerá no comando do Governo de Rondônia até o final de 2026, frustrando especulações sobre uma transição antecipada de poder no Executivo estadual.
A decisão do governador, ao menos por enquanto, também enterra as pretensões políticas de integrantes de sua família. Sua esposa, Luana Rocha, que vinha sendo ventilada como possível candidata à Câmara Federal, e seu irmão, Sandro Rocha, cotado para disputar uma vaga na Assembleia Legislativa, ficam fora do cenário eleitoral imediato.
Nos bastidores, líderes políticos ouvidos pelo jornal Mídia Rondônia avaliam que o anúncio de desistência não passa de mais uma “jogada” estratégica de Marcos Rocha para medir o termômetro político, especialmente após perder o comando estadual do União Brasil. Para esses interlocutores, o governador estaria testando forças e avaliando o ambiente antes de tomar uma decisão definitiva sobre seu futuro político.
Antes mesmo do encontro com o secretariado, Marcos Rocha recebeu um alerta considerado grave do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RO). Segundo o órgão, caso não sejam adotadas medidas urgentes, Rondônia caminha para um colapso fiscal inevitável, o que pode comprometer ações continuadas do governo, especialmente em áreas sensíveis como a Saúde.
O alerta foi assinado pelo conselheiro substituto Francisco Junior Ferreira da Silva, após um estudo técnico aprofundado realizado por um dos órgãos de controle da Corte de Contas. O documento reforça a necessidade de responsabilidade fiscal e de decisões estruturantes para evitar o agravamento da situação financeira do Estado.
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