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Porto Velho
7 março 2026

Servidor público desviou mais de R$ 13 milhões em RO

Um caso de grandes proporções envolvendo suposto desvio de recursos públicos veio à tona na última sexta-feira (20) e causou forte repercussão em São Francisco do Guaporé. Um servidor de carreira da prefeitura, responsável por executar pagamentos do município, é investigado por desviar mais de R$ 13 milhões dos cofres públicos.

De acordo com as informações apuradas, o funcionário utilizava o próprio computador de trabalho para realizar transferências diárias de valores para sua conta pessoal. Para evitar a descoberta do esquema, ele teria falsificado relatórios internos e extratos bancários, mantendo a fraude ativa por aproximadamente dez meses.

As irregularidades foram identificadas pela própria gestão municipal, que formalizou denúncia às autoridades competentes. Em depoimento à Polícia Civil, o servidor confessou as práticas ilícitas e revelou que o montante desviado pode ultrapassar R$ 13 milhões. Segundo relato, o dinheiro teria sido utilizado em jogos de azar eletrônicos conhecidos como “Tigrinho”.

Apesar da confissão, a polícia trabalha com cautela e não descarta a possibilidade de envolvimento de terceiros. O delegado responsável pelo caso informou que já solicitou à Justiça a quebra dos sigilos bancário e telemático do investigado, com o objetivo de rastrear o destino dos valores e identificar eventuais beneficiários.

O procurador do município,  Valnir Azevedo, conduziu o servidor à delegacia após o registro da ocorrência. Diante da gravidade do caso, o prefeito José Welington anunciou a exoneração do cargo de confiança ocupado pelo investigado, além da suspensão de suas funções de carreira. A prefeitura também instaurou um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para apurar responsabilidades na esfera administrativa.

A repercussão foi imediata. Moradores manifestaram indignação nas redes sociais e cobram esclarecimentos e punição rigorosa. A Câmara de Vereadores deve discutir, na próxima sessão ordinária, a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para acompanhar o caso e avaliar a extensão dos prejuízos aos cofres públicos.

O escândalo levanta questionamentos sobre os mecanismos de controle interno e promete desdobramentos nos próximos dias, à medida que as investigações avançam. O servidor, após ser ouvido na delegacia, foi liberado por ter se disposto a colaborar nas investigações e por ter os três critério que a lei prevê para a manutenção da liberdade em casos assim, como bons antecedentes, moradia fixa e não oferecer risco de fuga ou prejuízos ao processo de alguma maneira. (SGC)

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