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2 fevereiro 2026

Mandado de prisão contra Gusttavo Lima inclui suspensão de passaporte e porte de arma

O Tribunal de Justiça de Pernambuco decretou nesta segunda-feira (23) a prisão preventiva do cantor sertanejo Gusttavo Lima como parte da Operação Integration, da Polícia Civil de Pernambuco, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro e já havia resultado na prisão da influenciadora Deolane Bezerra. Além da prisão preventiva, foi determinada a suspensão do passaporte e do porte de arma do cantor, segundo o Correio Braziliense.

A juíza acatou o pedido da Polícia Civil e rejeitou medidas alternativas propostas pelo Ministério Público, justificando que a medida é necessária para garantir a ordem pública.

A decisão, proferida pela juíza Andrea Calado da Cruz, acatou um pedido da Polícia Civil, apesar da recomendação do Ministério Público de substituir as prisões preventivas por medidas alternativas. O caso corre em sigilo, e a defesa do cantor ainda não se manifestou.

A juíza afirma que Gusttavo Lima, ao abrigar foragidos e manter transações financeiras suspeitas com eles, demonstra desrespeito à Justiça e levanta dúvidas sobre seu envolvimento em atividades criminosas. Ela destaca que, após uma viagem à Grécia, o avião que transportou o cantor e outros investigados pode ter deixado dois deles no exterior, o que reforça a gravidade do caso e a necessidade de uma investigação aprofundada, evidenciando a cumplicidade do cantor com criminosos e a ameaça à integridade do sistema judicial.

“Esses indícios reforçam a gravidade da situação e a necessidade de uma investigação minuciosa”, disse a juíza Andrea Calado da Cruz, do Tribunal de Justiça de Pernambuco.

Ao acatar o pedido da Polícia Civil e decretar a prisão preventiva, além de suspender o passaporte e o porte de arma de Lima, ela considerou que não há medidas cautelares menos severas que possam garantir a ordem pública. “Decreto as prisões preventivas, suspensão do passaporte e do certificado de registro de arma de fogo e eventual porte de arma de fogo dos representados: Boris Maciel Padilha CPF n° 023.464.034-07 e Nivaldo Batista Lima CPF n° 040.510.071-03”, diz a decisão.

A Operação Integration investiga organizações criminosas que movimentaram bilhões de reais provenientes de jogos ilegais e lavagem de dinheiro.

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