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Porto Velho
31 janeiro 2026

Após decepção com governo Marcos Rocha, Sintero mantém mobilização e anuncia agendas de ações no Cone Sul 

Em assembleias simultâneas realizadas nesta sexta-feira (11), o Sindicato dos Trabalhadores em Educação no Estado de Rondônia (Sintero) decidiu manter o estado de mobilização após mais uma reunião frustrada com o governo Marcos Rocha, que tem à frente da Seduc a professora Ana Pacini. A decisão foi tomada após a ausência de avanços nas negociações das pautas de valorização apresentadas pela categoria durante encontro da Mesa Estadual de Negociação Permanente (MENP).

De acordo com dirigentes sindicais e profissionais da educação, o governo tem demonstrado completo desrespeito e descaso com os servidores da educação rondoniense. A categoria considera inadmissível a postura da gestão estadual frente às reivindicações já amplamente discutidas e conhecidas pela Secretaria de Estado da Educação (Seduc).

Denúncias em Vilhena

Em Vilhena, a assembleia foi realizada na sede do sindicato e contou com a participação dos servidores, mesmo diante de denúncias de pressão por parte de direções escolares para esvaziar o movimento, seguindo orientações superiores. Durante a reunião, ficou decidido que a luta seguirá com ainda mais força nos próximos dias, incluindo chamadas em rádios e televisões locais, explicando à população os motivos da mobilização.

Durante os debates, professores relataram diversos problemas enfrentados nas escolas. Um dos pontos mais denunciados foi a falta de transporte escolar para centenas de estudantes, prejudicando o calendário letivo e sobrecarregando os docentes. Outro professor revelou estar sofrendo pressão da direção da escola para não participar das mobilizações.

Além disso, uma professora criticou duramente os parlamentares da região por não apresentarem emendas parlamentares para o setor da educação e, por lado,  questionou a nomeação de uma pessoa de fora do Cone Sul para a Superintendência Regional de Educação em Vilhena, ressaltando que existem profissionais locais mais qualificados e que conhecem a realidade das escolas da região.

A diretora da Regional Cone Sul, professora Lívia Maria, reforçou as críticas à atuação da Seduc e lembrou que a imprensa da capital voltou a repercutir nesta semana a situação precária das escolas indígenas do Cone Sul, em especial no município de Chupinguaia, onde uma unidade funciona em condições deploráveis, mesmo após alertas do Ministério Público Federal à Seduc e a Superintendente de Educação de Vilhena.

Assembléia Legislativa

A deputada estadual Cláudia de Jesus, que esteve reunida com a dirigente esta semana, solicitou à diretora um relatório detalhado das irregularidades na educação da região, documento que será apresentado na tribuna da Assembleia Legislativa para expor as mazelas enfrentadas pelos servidores e alunos da educação pública em Rondônia.

A professora Lívia Maria também anunciou uma série de ações organizadas em nível nacional e estadual, ressaltando que “a categoria promete seguir firme na luta por valorização, estrutura adequada, respeito e condições dignas de trabalho e aprendizado nas escolas públicas de Rondônia”, disse Lívia Maria.

Representando os técnicos educacionais, a também diretora da Regional Cone Sul, Roseli Mendes, destacou a importância da união dos trabalhadores e reforçou o papel fundamental da mobilização: “O governo está apenas enrolando os trabalhadores, não apresenta propostas concretas, enquanto a educação pública segue abandonada. A luta é de todos nós, e precisamos estar cada vez mais unidos para garantir nossos direitos”, declarou.

Agenda de mobilização

  • 22 a 28 de abril: Semana Nacional em Defesa e Promoção da Educação Pública, promovida pela CNTE;

  • 23 de abril: Paralisação nacional em defesa da escola pública;

  • 24 e 30 de abril: Mobilizações intensificadas nas escolas, nas Superintendências Regionais e na sede da Seduc em Porto Velho;

  • 02 de maio: Convocação do sistema diretivo para deliberação sobre a continuidade da mobilização;

  • 06 de maio: Realização de assembleias gerais para definir o indicativo de greve.

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