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Porto Velho
31 janeiro 2026

Pagou, entrou: Medicina em RO vira vexame nacional

Rondônia voltou a figurar negativamente no cenário nacional do ensino superior após a divulgação dos resultados do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed). Os dados, tornados públicos nesta segunda-feira, 19 de janeiro de 2026, pelo Ministério da Educação (MEC), revelam um quadro preocupante: quatro cursos de Medicina em funcionamento no estado foram reprovados, reforçando críticas recorrentes sobre a baixa qualidade do ensino oferecido por instituições privadas onde, segundo denúncias frequentes, quem paga, entra.

Em meio ao vexame, apenas o curso de Medicina da Universidade Federal de Rondônia (Unir) escapou do mau desempenho e não apareceu entre os reprovados, sendo a única instituição do estado a se manter fora da lista de cursos com avaliação insatisfatória.

As instituições rondonienses que tiveram desempenho abaixo do nível mínimo considerado adequado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) foram: o Centro Universitário Aparício Carvalho (FIMCA), em Porto Velho, com conceito 2; o Afya Centro Universitário de Porto Velho, também com conceito 2; a Faculdade Metropolitana (UNNESA), localizada na capital, que recebeu conceito 1, o mais baixo da escala; e a Faculdade UNINASSAU Vilhena, no Cone Sul do estado, que obteve conceito 2.

Os conceitos 1 e 2 são classificados como insatisfatórios e colocam automaticamente os cursos na lista de instituições sujeitas a sanções administrativas, que podem incluir restrições para novos vestibulares, redução de vagas e até processos mais severos de supervisão por parte do MEC.

O Enamed é uma avaliação anual criada para medir tanto o desempenho acadêmico dos estudantes quanto a qualidade da formação médica oferecida pelas faculdades em todo o país. Esta foi a primeira edição do exame, aplicada em outubro de 2025, com a participação de 351 cursos de Medicina. Segundo o balanço oficial do MEC e do Inep, cerca de 30% das instituições avaliadas em todo o Brasil tiveram desempenho considerado ruim, um dado que acendeu o alerta sobre a expansão descontrolada de cursos médicos, especialmente no setor privado.

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